
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
Antropologia e ciência

Olá internautas,
.
Hoje estou divulgando um livro, que vai sair em breve).
.
O autor é um grande amigo meu, Mércio P. Gomes, antropólogo e Professor-Doutor da Universidade Federal Fluminense (UFF). O Mércio foi presidente da Funai no primeiro mandato de Lula. Em 2007 se transformou em um ativo blogueiro. Clique aqui para conhecer o Blog do Mércio, sobre índios, antropologia e cultura.
.
Vamos ver trechos de seu novo livro?
.
ANTROPOLOGIA
.
por Mércio P. Gomes
.
Cap. 1 - A ABRANGÊNCIA DA ANTROPOLOGIA
.
Antropologia é uma palavra iluminante que chama a atenção pelos dois substantivos que a compõem, ambos de origem grega: anthropos = homem; logos = estudo, e também, razão, lógica. “Estudo do homem” ou “lógica do homem” são duas possíveis definições distintas, porém convergentes, daquilo que se entende por Antropologia. No primeiro caso, a Antropologia faz parte do campo das ciências -- ciência humana – tal como a sociologia ou a economia; no segundo caso, ela está relacionada a temas que estão no campo da filosofia, a lógica, a metafísica e a hermenêutica, como se fora uma coadjuvante mais sensitiva.
.
(...) a Antropologia nasceu dentro do campo da filosofia, como se fosse uma filosofia da cultura. Mais tarde, com a chegada retumbante da teoria da evolução, que integrava todos os seres vivos numa escalada de transformações ao longo do tempo, motivada por um processo de luta incessante pela sobrevivência, a Antropologia passou a ser pensada como uma ciência que iria contribuir para enquadrar o homem e suas culturas num plano contínuo, ou ao menos paralelo ao plano biológico. Desde então, o pensar antropológico tem se desenvolvido tanto como ciência quanto como pensar filosófico; tanto como teoria quanto como especulação; tanto como explicação quanto como interpretação. Antropólogos, os praticantes da Antropologia, têm se pautado ora pelos cânones da ciência, adaptando-os para a compreensão do ser humano e de suas culturas, ora pelas modalidades da filosofia (...)
.
Antropologia como ciência
Como “ciência do homem”, a Antropologia toma o homem, isto é, o ser humano, no sentido integral de homem e mulher, de coletividade, mas também de espécie da natureza e de ser da cultura e da razão, como um objeto de estudo. Isto quer dizer que o homem pode ser objetivado, esquadrinhado, medido, calculado, dimensionado no tempo e no espaço, tal qual outros objetos científicos, como o cosmo (cosmologia ou astronomia), a terra (geologia) e os seres vivos (biologia).
.
Grande parte dos antropólogos, no Brasil e mundo afora, trabalha no entendimento de que são cientistas, definindo seu objeto de muitas maneiras, por muitos ângulos, sempre no empenho de estar contribuindo para ampliar, renovar em alguns aspectos, consolidar em outros, o conhecimento sobre o homem. (...)
.
Num sentido muito ambicioso, a Antropologia é a ciência humana que presume abordar um pouco de tudo que cada outra ciência humana aprecia. Primeiramente, ela busca tratar da questão básica da natureza do homem, de sua condição fundamental de ser uma espécie biológica, localizada na ordem dos primatas, na subordem dos antropóides, na família hominóidea, no gênero dos hominídeos, como a espécie Homo sapiens. Em segundo lugar, essa ciência visa o homem como ser de cultura, um modo de ser para além dos condicionamentos da natureza, para o que se subentende uma inteligência capaz de encarar o mundo através de convenções simbólicas, as quais são sistematizadas e transmitidas de geração a geração não pelo instinto ou pela carga genética, mas pela linguagem, que é a quintessência da comunicação humana. (...)
.
(...) deixaremos para tratar da Antropologia Cultural por seu próprio mérito a partir do Capítulo 2, reconhecendo que é esta subdisciplina que representa o grande esforço do pensamento antropológico da atualidade.
.
Antropologia Biológica
Para o público que ouve falar de Antropologia, mormente em documentários de cunho científico, através de programas de televisão educativa e por reportagens mais chamativas de noticiários, a Antropologia Biológica representa, freqüentemente, a imagem do que parece ser a Antropologia. A busca da origem do homem, a comparação com os macacos, o poder do instinto sobre a cultura e a civilização. Há razões para se pensar assim. É que esses e outros temas, alguns tratados com certa mistificação, foram, provavelmente, os primeiros a cativar o interesse do público e dos pesquisadores no momento em que a Antropologia, paralelamente à Sociologia, estava começando a surgir como uma ciência.
.
O mundo se quedou abismado a partir do momento em que um certo esqueleto descoberto no vale do Neander, na Alemanha, em 1856, foi proposto como sendo de um provável ancestral do homem. O chamado Homem de Neanderthal virou “o elo perdido” entre o homem e os grandes símios, eis como foi conjeturada e alardeada essa descoberta – e eis como o tema continua a prevalecer no imaginário coletivo até hoje. Consolidando esse imaginário pela ciência, surgiu, em 1859, a publicação da Evolução das Espécies, do biólogo inglês Charles Darwin, cuja teoria iria revolucionar a forma de o homem pensar a diversidade das espécies da natureza e o sentido científico da vida. (...)
.
Para a Antropologia Biológica o homem é visto e definido como um ser da natureza que evoluiu fisicamente até chegar, há uns 80.000 anos (a partir de seu surgimento há cerca de 200.000 mil anos), à condição atual, desde então praticamente sem mudanças essenciais, a não ser aquelas derivadas de adaptações físicas aos quatro cantos da Terra. A evolução humana teria se realizado por processos idênticos aos dos demais animais, isto é, condicionada aos processos da lei da evolução. Entretanto, o homem se tornou um ser especial por ter adquirido aquilo que de modo geral se chama cultura.(...)
.
Duas questões de grande importância científica orientam as pesquisas da Antropologia Biológica: a primeira é localizar a posição do homem enquanto Homo sapiens na sua ordem e na sua escala de evolução. Importa saber como o homem evoluiu fisicamente, por quais motivos e influências, sob quais condições. Importa saber essa história, seu trajeto de evolução e como se espalhou e se adaptou por todo o globo. A segunda questão é entender o quanto de “animal”, de ser da natureza, de orgânico, ainda existe no homem tal qual ele é hoje. O quanto que o homem faz vem diretamente de seus instintos de animal e o quanto deriva de comportamentos adquiridos no curso de sua evolução biológica ou das transformações culturais. Tal questão tem desdobramentos em vários setores das ciências humanas e até da filosofia.(...)
.
.
Conheça também outras partes do livro.
.
Cap. 2 - CULTURA E SEUS SIGNIFICADOS
.
Cap. 3 - METODOLOGIA
.
.
Mais informações, direto com o autor!
Marcadores:
Ciências Humanas,
Mundo dos cientistas,
Textos de colaboradores
60 mil acessos !!
Marcadores:
Acessos ao blog
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
Estudantes pedem lixeiras de 900 reais !
.
O título do post foi uma brincadeira!
.
Lógico que eles estão putos, indignados com os gastos da reitoria em luxo, com lixeiras de 900 reais, e muitas outras coisinhas. Os mais indiginados são os que moram na Casa do Estudante Universitário (CEU), que está caindo aos pedaços - literalmente. Vejam só o contraste: luxo de um lado e descaso de outro.
.
Vejam foto de um mini-ato de protesto dos meninos na Reitoria.
.
O que diz o cartaz dos alunos? Para saber, clique na imagem para ampliar.
.
Tem gente que acha que a UnB é rica, e que gastar quase 500 mil embezando um apto. da reitoria é investimento. Um colega meu me disse na 2a feira: "Marcelo, isso é 0,1% do orçamento federal da UnB, não é nada. A UnB poderia ter mais apartamentos desses: para o Vice-Reitor e todos os Decanos. Nada mais justo". Eu sou mesmo um tapado. Ouvi isso e fiquei calado.
Marcadores:
Luxo na UnB,
O meu Reitor,
UnB
A casa do senhor reitor
Oi pessoal,

.
Acho que estou mesmo viciado. Não paro de falar nele - no Reitor.
Acho que estou mesmo viciado. Não paro de falar nele - no Reitor.
.
Incomodo meus amigos e namorada. Sonho com ele. Se vejo o BBB por 5 min (O BBB "rola" em uma casa da Globo) , fico pensando no apto. de luxo da reitoria. Quando ligo para minha mãe, é a voz do Reitor que aparece do outro lado da linha. Penso nele quando vou colocar restos de comida no lixo de casa (uma lixeira de 15 "pila"). Na hora de dormir, não conto carneirinhos, conto reitores. Acho que vou ate procurar um médico. Mas há o risco de, ao chegar no consultório, ver o rosto do sr Reitor e sair correndo !
.
Algo semelhante acontece com o Diogo Mainard, que só pensa em Lula, mesmo na hora que vai dar um "tbum" em Ipanema. No meu caso, penso no Reitor até na hora de dar um pulinho no Lago Paranoá (pois quem não tem Ipanema, caça com Paranoá mesmo...). Diogo quer derrubar o Lula. Ele tem bem mais azar que eu. Sua missão é bem mais dificil que a minha (será ?).
.
Eu e Diogo somos mesmos dois fanáticos... ou quem sabe dois comediantes ?? Um pessoal do Orkut me falou que não presto para comédia, que a Globo não iria me querer. Melhor mesmo continuar a escrever sobre o sr. Reitor.
.
Eu e Diogo somos mesmos dois fanáticos... ou quem sabe dois comediantes ?? Um pessoal do Orkut me falou que não presto para comédia, que a Globo não iria me querer. Melhor mesmo continuar a escrever sobre o sr. Reitor.
.
Mas vamos ao que interessa?
.
O título deste post se refere a uma matéria que saiu no dia 26/01/2008 no jornal Brasilia em Dia. Poxa, eu que achava que tinha lido tudo sobre o caso envolvendo a Finatec, supostas fraudes, e a compra de mobiliário de luxo (oer R$ 470 mil) para um apto. da reitoria da UnB.
.
Para se ter um arquivo de tudo que saiu na imprensa sobre o tema, resolvi listar aqui - vamos ver:
.
Brasília em Dia
A casa do senhor reitor - 26/01/2008
.
Correio Brasiliense
Prejuízo a ciência e tecnologia - 24/01/2008
Prazo para nova denúncia - 25/01/2008
(melhor de todas as matérias, tem a lista da mobília de luxo)
.
Correioweb
MPDF ajuíza ação contra fundação ligada à UnB - 23/01/2008
.
Jornal do Brasil
Promotor denuncia Finatec por fraudes - 24/01/2008
.
Jornal de Brasilia
Dinheiro público pelo ralo - 24/01/2008
Justiça pede detalhes - 25/01/2008
.
Tribuna do Brasil
Instituição é investigada - 24/01/2008
.
Na Hora H!
Tem algo de podre na universidade - 24/01/2008
(pág. 4, por André Borges, sem versão digital)
.
Esqueci alguma coisa ?
.
Para se ter um arquivo de tudo que saiu na imprensa sobre o tema, resolvi listar aqui - vamos ver:
.
Brasília em Dia
A casa do senhor reitor - 26/01/2008
.
Correio Brasiliense
Prejuízo a ciência e tecnologia - 24/01/2008
Prazo para nova denúncia - 25/01/2008
(melhor de todas as matérias, tem a lista da mobília de luxo)
.
Correioweb
MPDF ajuíza ação contra fundação ligada à UnB - 23/01/2008
.
Jornal do Brasil
Promotor denuncia Finatec por fraudes - 24/01/2008
.
Jornal de Brasilia
Dinheiro público pelo ralo - 24/01/2008
Justiça pede detalhes - 25/01/2008
.
Tribuna do Brasil
Instituição é investigada - 24/01/2008
.
Na Hora H!
Tem algo de podre na universidade - 24/01/2008
(pág. 4, por André Borges, sem versão digital)
.
Esqueci alguma coisa ?
Ah, tava me esquecendo de pedir, mais uma vez, a renúncia do sr Reitor.
.
.
Enquanto isso, na Novela da Globo...
"Macieira será afastado da reitoria por racismo" (clique aqui)
Marcadores:
Luxo na UnB,
O meu Reitor,
UnB
Nature investiga 50 mil de casos de plágio
Olá leitores, 
.
Hoje não vou falar do sr Reitor da UnB. Satisfeitos?
Bem, eu estou.
.
Este assunto tem me dado dor de estômago (literalmente!) e ansiedade. Por isso estou hoje falando de um assunto mais "light": milhares de casos de plágio de artigos científicos (eu diria que muitos não acham isso light !).
.
Este blog já discutiu este assunto várias vezes, mas sempre do ponto de vista da ética em sí, ou de casos esporádicos [link , link] (sendo alguns, históricos [link]). Divulgamos inclusive um site, Déjà vu, dedicado ao depósito de casos de plágio [link]. Eu já tive um artigo (de 1991) clonado por um médico da Polônia. Portanto este assunto me interessa muito.
.
O artigo de Mounir Errami e Harold Garner (pesquisadores dos Estados Unidos) faz uma investigação de 7 milhões de artigos publicados no Medline e descobre que pelo menos 50 mil desses tem um "clone". Isso mesmo, a clonagem na ciência é bem mais antiga que a ovelha Dolly ! Duplicação de artigos chama-se plágio, mesmo que seja auto-plágio (a publicação do mesmo artigo em duas revistas, lógico que nestes casos os autores sempre mudam o título !). Na verdade, auto-plágio parece ser a pior das pragas.
.
A figura acima mostra os casos de plágio-em-potencial depositados no site Déjà vu ao longo dos anos (clique na imagem para ampliar). Cresce em paralelo com o aumento da produção científica mundial. É a insana pressão para publicar cada vez mais. Aqui em Pindorama sabemos muito bem como é isso: se você não publica pelo menos 5 papers/ano em bioquímica, por exemplo, pode perder a bolsa do CNPq no momento da renovação. Este blog já comentou sobre o caso da China [link], onde a pressão para publicar é violenta, entretanto não há muita preocupação em punir os malfeitores.
.
Vamos ver alguns trechos do artigo?
.
A tale of two citations
.
"Given the pressure to publish, it is important to be aware of the ways in which community standards can be subverted. Our concern here is with the three major sins of modern publishing: duplication, co-submission and plagiarism. It is our belief that without knowing whether these sins are becoming more widespread, the scientific community cannot hope to effectively deter or catch future unethical behaviour."
"Given the pressure to publish, it is important to be aware of the ways in which community standards can be subverted. Our concern here is with the three major sins of modern publishing: duplication, co-submission and plagiarism. It is our belief that without knowing whether these sins are becoming more widespread, the scientific community cannot hope to effectively deter or catch future unethical behaviour."
.
"One of the largest [studies] to date used text-matching software to trawl more than 280,000 entries in arXiv, an open-access archive of mathematics, physics, computer science, biology and statistics papers. The study suggested a low number of suspected acts of plagiarism (0.2% of arXiv papers), but a much higher number of suspected duplicates with the same authors (10.5%)."
.
"(...) we downloaded the related abstracts for 7,064,721 Medline records, and compared the original and related abstracts against one another using eTBLAST. This approach allowed us to complete our analysis in 10 days rather than 10 years. In this way we have identified a further 70,458 highly similar records been deposited in Déjà vu. Given the limitations of our process, we expect around 50,000 of these to be true duplicates."
.
"One argument for duplicate publication is to make significant works available to a wider audience, especially in other languages. However, only 20% of manually verified duplicates in Déjà vu are translations into another language. What of the examples of text directly translated with no reference or credit to the original article? Is this justified or acceptable?"
.
Este artigo foi publicado na Nature em 24 de janeiro de 2008, vol. 451, pp 397-399. Mostra ainda que os paises campeões (em termos relativos) de duplicação são China (que novidade...) e Japão. Em termos absolutos vence os Estados Unidos. Caso queria ler o artigo completo, basta nos escrever que enviamos o PDF do mesmo (cienciabrasil@gmail.com).
.
Quem enviou me alertou sobre este artigo foi o Prof. Fernando Araripe, pesquisador da UnB da área de biologia molecular. Ele é um leitor e colaborador deste blog.
.
E então leitor, qual sua opinião sobre este tema?
Marcadores:
Cientometria,
Mundo dos cientistas,
Ética na ciência
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
Mais sobre o apto. de luxo da reitoria (da UnB)
.
.
.
Mais uma vez, perdão aos leitores de fora de Brasília. Mas a coisa aqui está quente demais para sair deste tema hoje. Mas vejam este assunto com olhos de como as verbas das universidades são mal utilizadas. Quem sabe estas notícias da UnB levem os leitores de fora do DF a investigar o que se passa em suas próprias universidades?
.
Quero fazer umas perguntas que não foram feitas em relação ao apto. de luxo (na 310 N) destinado ao reitor (vide foto, publicada dia 24/01 no Correio Braziliense).
.
Se o apartamento foi comprado pela UnB, quanto custou?
O bloco G da 310 N é um dos prédios mais luxuosos da capital. Eu chutaria, por baixo, 1,5 milhão de reais.
.
Se foi comprado pela UnB, quem pagou?
Teria sido a FUB, a Finatec, o CESPE, ou foi uma doação filantrópica do Bill Gates?
.
Mas, se o apto. é alugado, quanto a UnB paga por ele?
Eu conheço bem contratos de aluguel corporativo (meu finado pai trabalhava com isso). Em geral, aluga-se por 5 a 10 anos. Não sei se é o caso do apto. de super luxo da reitoria. E com relação ao valor (que em geral é 1% do valor de compra/venda do imóvel), eu arriscaria R$ 15 mil por mês (em 5 anos custaria R$ 900 mil).
.
Se olharmos a lista que a Érika publicou na sexta-feira passada (clique aqui) vemos os seguintes ítens da mobília do apto:
.
Mesas, espreguiçadeiras, cadeiras e namoradeira ... R$ 19.026
.
Para que serve uma namoradeira se o apto. seria destinado a oferecer jantares e para receber Chefes de Estado? Será que alguem quer namorar um Chefe de Estado? ai, ai.
.
.
Vou voltar a pedir, com toda a calma do mundo:
Sr. Reitor, peça demissão de seu cargo.
Marcadores:
Luxo na UnB,
O meu Reitor,
UnB
Como vai a liberdade de expressão na UnB?
Olá internautas,
.
Uma rapidinha para informar que este blog foi um dos primeiros veículos de comunicação não-televisivos da cidade a anunciar a ação do Ministério Público contra uma fundação da UnB, onde também foi citado o apto. de luxo da reitoria. Isso foi dia 23 de janeiro (seta vermelha no gráfico, vejam como influenciou o blog). Os leitores acessaram o 3707 vezes entre entre 23 de janeiro e ontem (28 de janeiro, as 23:59 h). Desses acessos, 2286 foram "unique visitors". Agradeço a você, leitor, pelo apoio. Ajude a divulgar nosso trabalho para mais internautas.
.
O Portal da UnB e a verdade
Viram como o Portal da UnB nestes últimos dias fez de conta que nada aconteceu de grave em nossa vida universitária ? Seria até espantoso que a Secretaria de Comunicação da UnB (Secom) colocasse qualquer notícia sobre as lixeiras de 900 reias do apto. de super-luxo da reitoria. Os jornalistas que trabalham na Secom, na maioria, pessoas que gosto muito, sempre me disseram que têm "toda liberdade editorial", e que o sr. Reitor em nada interfere. Será mesmo? (esta é apenas uma inocente pergunta de um bioquímico curioso, filho de jornalista).
.
Não seria dever da Secom dar maior cobertura aos acontecimentos que envolvem a UnB (e procurar pela opinião dos professores e alunos) ? Podiam, pelo menos, dar a "versão oficial" dos fatos. Mas preferem fazer como o avestruz: enfiar a cabeça no buraco, até o perigo passar!
.
Outra coisa:
-------------------
Amanhã os moradores da Casa do Estudante Universitário (CEU) farão um ato de protesto as 12:00 h, no RU, contra as más condições de moradia. Este ato foi amplamente anunciado por email e no Orkut. Mas, por pura coincidência, o portal da UnB se adiantou e postou em sua 1a página, ontem a noite (dia 28), sobre as maravilhas que a UnB fez pela CEU. Querem ler a versão oficial? Então clique aqui.
.
Não irei comentar sobre a CEU. Vou deixar para você, leitor, tirar suas conclusões. Afinal, estou sendo acusado de manipular as opiniões na UnB. É, devo ser um manipulador de mentes, um ser com poderes hipnóticos. Muito cuidado comigo! Dizem até, que quem lê este blog deixa de amar o timotismo. São os meus super-poderes! Sou um X-Men ! Fui revelado, preciso me esconder!
Marcadores:
Acessos ao blog,
Jornalismo Científico,
Luxo na UnB,
O meu Reitor
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
Devemos pedir a renúncia do Sr Reitor ? (da UnB)
Bom dia leitores,.
Estou hoje divulgando um e-mail de conteúdo seríssimo, que enviei ontem de noite a 80-85% dos professores da UnB. Sei que o leitor de fora de Brasília já deve estar saturado com este tema, mas prometo mudar de assunto logo-logo.
.
Para quem não tem acompanhado as notícias em Brasilia, na quarta-feira passada, este blog foi um dos primeiros veículos de comunicação a divulgar uma ação do Ministério Público contra uma fundação da UnB, que, entre outras coisas, gastou quase 1/2 milhão de reais (em 2006) embezando um apto. no Plano Piloto de Brasília (na SuperQuadra 310 N) destinado ao reitor da instituição. Em declaração para a imprensa (na sexta-feita), o reitor diz que o apto. de luxo se justifica para o oferecimento de jantares, e para receber Chefes de Estado e pesquisadores internacionais (gostaria de saber quem são estes pesquisadores, que precisam ser bajulados com tanto luxo... quando um pesquisador internacional visita meu lab - e são muitos por ano - o "luxo" que ofereço, pago pelo meu bolso, é um tour pela nossa bela capital, de noite, e uma taça de vinho).
.
O gasto de R$ 470 mil no luxo da reitoria é mais que a verba de 10 projetos Universal-CNPq (da faixa de 20 a 50 mil reais). É muito dificil conseguir esta verba do Universal (poucos da UnB consegiram no último edital; eu consegui R$ 42 mil). É uma vitória. Mas para a reitoria da UnB, isso é quase o tanto que foi gasto com "tapetes, persianas e colchões" (R$ 37,6 mil - clique aqui para ver a lista do luxo). Que tapetes são esses, que custam mais que um carro?
.
Parece surreal, não?
Estou hoje divulgando um e-mail de conteúdo seríssimo, que enviei ontem de noite a 80-85% dos professores da UnB. Sei que o leitor de fora de Brasília já deve estar saturado com este tema, mas prometo mudar de assunto logo-logo.
.
Para quem não tem acompanhado as notícias em Brasilia, na quarta-feira passada, este blog foi um dos primeiros veículos de comunicação a divulgar uma ação do Ministério Público contra uma fundação da UnB, que, entre outras coisas, gastou quase 1/2 milhão de reais (em 2006) embezando um apto. no Plano Piloto de Brasília (na SuperQuadra 310 N) destinado ao reitor da instituição. Em declaração para a imprensa (na sexta-feita), o reitor diz que o apto. de luxo se justifica para o oferecimento de jantares, e para receber Chefes de Estado e pesquisadores internacionais (gostaria de saber quem são estes pesquisadores, que precisam ser bajulados com tanto luxo... quando um pesquisador internacional visita meu lab - e são muitos por ano - o "luxo" que ofereço, pago pelo meu bolso, é um tour pela nossa bela capital, de noite, e uma taça de vinho).
.
O gasto de R$ 470 mil no luxo da reitoria é mais que a verba de 10 projetos Universal-CNPq (da faixa de 20 a 50 mil reais). É muito dificil conseguir esta verba do Universal (poucos da UnB consegiram no último edital; eu consegui R$ 42 mil). É uma vitória. Mas para a reitoria da UnB, isso é quase o tanto que foi gasto com "tapetes, persianas e colchões" (R$ 37,6 mil - clique aqui para ver a lista do luxo). Que tapetes são esses, que custam mais que um carro?
.
Parece surreal, não?
Mas é a pura realidade. Na verdade, nada mais me surpreende na UnB timotista...
.
Imagirem se eu pedisse ao CNPq que troque os equipamentos solicitados em meu Universal, por um tapete persa ( "para ajudar com o clima do grupo de pesquisa, pois quando o aluno pisa neste tapete, as idéias em sua cabeça se iluminam, e com isso obtemos melhores papers"), será que aprovam? Acho que todos sabem a resposta...
.
Vamos ao e-mail de ontem?
---------------------------------------------------------------------------
.
Olá colegas profs da UnB
.
Depois da matéria de sexta-feira do Correio Braziliense (da jornalista Erika Klingl), com a lista dos muitos luxos do apto. destinado ao reitor (muito, muito mais que lixeira de 900 reais; ver Ref. 1) e da possibilidade dele ocupar 2 aptos funcionais da UnB (que não é permitido - ver Ref. 2), acho que está na hora de pedir, com toda calma e serenidade de um lugar civilizado que é a UnB:
.
"Sr Reitor, renuncie, por favor. "
.
Esta é minha opinião. Liguei na reitoria na 5a feira (Ref. 3) e transmiti minha sugestão a ele (por meio de sua chefe de gabinete, Profa. Jaci).
.
E então colega, qual sua opinião ?
-----------------------------------
.
Ref 1 - A lista do luxo na UnB
.
Ref 2 - Texto do Prof Michelangelo sobre o apto. de luxo da reitoria
.
Ref. 3- Sobre o meu pedido ao sr Reitor
.
Imagirem se eu pedisse ao CNPq que troque os equipamentos solicitados em meu Universal, por um tapete persa ( "para ajudar com o clima do grupo de pesquisa, pois quando o aluno pisa neste tapete, as idéias em sua cabeça se iluminam, e com isso obtemos melhores papers"), será que aprovam? Acho que todos sabem a resposta...
.
Vamos ao e-mail de ontem?
---------------------------------------------------------------------------
.
Olá colegas profs da UnB
.
Depois da matéria de sexta-feira do Correio Braziliense (da jornalista Erika Klingl), com a lista dos muitos luxos do apto. destinado ao reitor (muito, muito mais que lixeira de 900 reais; ver Ref. 1) e da possibilidade dele ocupar 2 aptos funcionais da UnB (que não é permitido - ver Ref. 2), acho que está na hora de pedir, com toda calma e serenidade de um lugar civilizado que é a UnB:
.
"Sr Reitor, renuncie, por favor. "
.
Esta é minha opinião. Liguei na reitoria na 5a feira (Ref. 3) e transmiti minha sugestão a ele (por meio de sua chefe de gabinete, Profa. Jaci).
.
E então colega, qual sua opinião ?
-----------------------------------
.
Ref 1 - A lista do luxo na UnB
.
Ref 2 - Texto do Prof Michelangelo sobre o apto. de luxo da reitoria
.
Ref. 3- Sobre o meu pedido ao sr Reitor
(tem a carta do Collor, de 1992, para servir de modelo)
.
----------------------------------------------------
Prof Dr Marcelo Hermes-Lima
(a voz da Liberdade de Expressão na UnB, que muitos gostariam de calar)
.
Universidade de Brasília
Co-editor do PLoS One (USA)
Co-editor da Comp. Biochem. Physiol. (Canadá)
.
caso não queria mais receber nossas mensagens,
basta responder com a palavra REMOVER.
---------------------------------------------------------------------------
.
Ontem minha mãe, de quase 70 anos (moradora do Rio), me ligou muito preocupada.
.
"Filho, cuidado com o que você escreve. Você pode levar uma surra na rua por algum fanático aí de Brasília. E pior, tal pessoa pode fazer o Pedro, seu filho, ficar órfão aos 9 anos. Não quero ir ao seu enterro, filho. Te amo."
.
Depois, ela ainda falou:
.
"Lembre a todos da reitoria o quanto voce perdeu de material de pesquisa nos apagões elétricos em 2006 e 2007. Pede que o seu prejuízo, de mais de 100 mil dólares, seja pago. Foi tanto sacrifício nas expedições de coleta de amostras, no Oceano Atlântico, para nada".
.
Faz 1 ano que minhas pesquisas em biologia foram destruidas. Quem se importa? Em janeiro de 2007 eu era motivo de piadinhas debochadas nos corredores do Inst. de Biologia e no prédio da Reitoria. O brasilieiro sabe ser maldoso ao extremo. Eu sei o nome de cada um que fez piadinhas a respeito da tragédia em meu laboratório. Eu tenho é pena dessas pessoas, medíocres, invejosas, "heartless". Mas eu não olho para trás não. Olho para frente.
.
----------------------------------------------------
Prof Dr Marcelo Hermes-Lima
(a voz da Liberdade de Expressão na UnB, que muitos gostariam de calar)
.
Universidade de Brasília
Co-editor do PLoS One (USA)
Co-editor da Comp. Biochem. Physiol. (Canadá)
.
caso não queria mais receber nossas mensagens,
basta responder com a palavra REMOVER.
---------------------------------------------------------------------------
.
Ontem minha mãe, de quase 70 anos (moradora do Rio), me ligou muito preocupada.
.
"Filho, cuidado com o que você escreve. Você pode levar uma surra na rua por algum fanático aí de Brasília. E pior, tal pessoa pode fazer o Pedro, seu filho, ficar órfão aos 9 anos. Não quero ir ao seu enterro, filho. Te amo."
.
Depois, ela ainda falou:
.
"Lembre a todos da reitoria o quanto voce perdeu de material de pesquisa nos apagões elétricos em 2006 e 2007. Pede que o seu prejuízo, de mais de 100 mil dólares, seja pago. Foi tanto sacrifício nas expedições de coleta de amostras, no Oceano Atlântico, para nada".
.
Faz 1 ano que minhas pesquisas em biologia foram destruidas. Quem se importa? Em janeiro de 2007 eu era motivo de piadinhas debochadas nos corredores do Inst. de Biologia e no prédio da Reitoria. O brasilieiro sabe ser maldoso ao extremo. Eu sei o nome de cada um que fez piadinhas a respeito da tragédia em meu laboratório. Eu tenho é pena dessas pessoas, medíocres, invejosas, "heartless". Mas eu não olho para trás não. Olho para frente.
.
Meu sábio pai (falecido em 2006) dizia:
.
"Enquanto a caravana passa, os cães ladram"
.
A UnB está cheia de cães. Precisamos chamar, urgente, a carrocinha.
.
"Enquanto a caravana passa, os cães ladram"
.
A UnB está cheia de cães. Precisamos chamar, urgente, a carrocinha.
Marcadores:
Luxo na UnB,
Mundo dos cientistas,
O meu Reitor,
UnB
domingo, 27 de janeiro de 2008
Publish or Perish (um software)
.
Recebi este texto de um leitor do blog, Prof. Itabajara Vaz Junior (clique na foto conhece-lo), do Centro de Biotecnologia da UFRGS. Ele é uma pessoa interessada nas métricas de publicações, citações, etc. Como nem todos tem acesso ao Web of Science, ele recomenda uma alternativa. Vamos conhecer ?
.
Métrica de artigos científicos
.
Um meio bastante prático de fazer várias análises métricas sobre a sua produção científica é usando o programa “Publish or Perish”.
.
Ele pode ser instalado livremente a partir de:
http://www.harzing.com
.
Seu uso é simples e bem intuitivo. A partir do nome do autor (permitindo colocar variantes do nome), ele calcula vários índices. Ele tem uma Ajuda que, além de auxiliar o uso, explica os vários índices calculados. Também é possível fazer análises referentes a revistas científicas. Na página do autor também existe explicações, análises e links sobre os diversos métodos de análises métricas (com seus uso, seus usos errados, vantagens e desvantagens).
.
abraços
Ita
.
Nota do MHL: Fiz um teste com o programa e ele funciona bem. Meu Índice H, que é 19 pelo contador automático do Web of Science, deu 17 no Publish-or-Perish. O valor real, contado "na unha" é 20. Portanto podemos dar nota 8,5 ao programa recomendado pelo Prof. Ita !
.
PS: O Ita achou uma lixeira de mais de 1000 reais e postou um comentário no blog sobre seu "achado" (lembro que a reitoria da UnB comprou 3 lixeiras de 900 reais). Querem conhecer a lixeira achada pelo Ita? Então clique aqui.
Recebi este texto de um leitor do blog, Prof. Itabajara Vaz Junior (clique na foto conhece-lo), do Centro de Biotecnologia da UFRGS. Ele é uma pessoa interessada nas métricas de publicações, citações, etc. Como nem todos tem acesso ao Web of Science, ele recomenda uma alternativa. Vamos conhecer ?
.
Métrica de artigos científicos
.
Um meio bastante prático de fazer várias análises métricas sobre a sua produção científica é usando o programa “Publish or Perish”.
.
Ele pode ser instalado livremente a partir de:
http://www.harzing.com
.
Seu uso é simples e bem intuitivo. A partir do nome do autor (permitindo colocar variantes do nome), ele calcula vários índices. Ele tem uma Ajuda que, além de auxiliar o uso, explica os vários índices calculados. Também é possível fazer análises referentes a revistas científicas. Na página do autor também existe explicações, análises e links sobre os diversos métodos de análises métricas (com seus uso, seus usos errados, vantagens e desvantagens).
.
abraços
Ita
.
Nota do MHL: Fiz um teste com o programa e ele funciona bem. Meu Índice H, que é 19 pelo contador automático do Web of Science, deu 17 no Publish-or-Perish. O valor real, contado "na unha" é 20. Portanto podemos dar nota 8,5 ao programa recomendado pelo Prof. Ita !
.
PS: O Ita achou uma lixeira de mais de 1000 reais e postou um comentário no blog sobre seu "achado" (lembro que a reitoria da UnB comprou 3 lixeiras de 900 reais). Querem conhecer a lixeira achada pelo Ita? Então clique aqui.
.
(Será que se eu solicitar ao CNPq a compra de uma dessas lixeiras com a verba do Projeto Universal, eles aprovam ?)
(Será que se eu solicitar ao CNPq a compra de uma dessas lixeiras com a verba do Projeto Universal, eles aprovam ?)
Marcadores:
Cientometria,
Fator de impacto e índice H
sábado, 26 de janeiro de 2008
Micróbios e criacionismo
.
.
Olá leitores .
.
.
Depois de postar pela manha sobre o novo journal criacionista (ARJ), resolvi dar uma olhada mais de perto nos artigos lá publicados. Por enquanto são apenas dois. Mas em breve serão muitos mais.
.O que fiquei impressionado é com a qualidade editorial dos artigos. Tem um LOOK de paper sim. Quem vê, sem ler "as letrinhas" (nas palavras de meu filho de 9 anos), acha que se trata sim de um paper científico.
.
Pois bem, vamos ver e ler um paper criacionista?
.
Gillen, AL (2008) Microbes and the Days of Creation
Gillen, AL (2008) Microbes and the Days of Creation
Answers Research Journal 1: 7–10.
.
.
Clique na imagem acima para ler o resumo do artigo. Para o texto em PDF, clique:
.
O que acontece com os artigos citados por Gillen (o autor de "Micróbios e os Dias da Criação")? Estas citações seriam válidas? Se o ARJ entrar para Web of Science, qual será seu fator de impacto (FI)? Se for uma revista com alto FI, será que a Capes irá classifica-la como Qualis A? Estamos diante de uma discussão complexa, no âmago da questão sobre "o que é um paper".
.
Vamos a um trecho do artigo? Vejam como o autor começa falando sobre vírus de forma cientificamente adequada. Depois descamba em explicações sobre o antes e depois da expulsão do paraíso (Fall, em inglês). Assim, ele classifica os vírus como sendo "do bem" ou "do mal".
.
Where Do Viruses Fit into Creation?
.
The determination of virus origin is uncertain.
It may be that viruses (as we classify them today)
have multiple origins. Some may be degenerate parts
from cells after the Curse; still others may have their
origin during the days of creation. Today, we think
of viruses (Latin for “poison”) only in the context of
disease. However, some viruses (or at least virus-like
genes) are involved in a positive function in nature.
Some groups of viruses, like bacteriophages, play a
positive role in controlling bacteria in ecosystems and
may play a role in diversity. Another group of viruses
play a role in turning off the immune system during
pregnancy in mammals and humans (Liu 2007).
This is a group referred to as endogenous retroviruses
(ERVs). ERVs are among a kind of repetitious genetic
elements called “retrotransposons”.
The determination of virus origin is uncertain.
It may be that viruses (as we classify them today)
have multiple origins. Some may be degenerate parts
from cells after the Curse; still others may have their
origin during the days of creation. Today, we think
of viruses (Latin for “poison”) only in the context of
disease. However, some viruses (or at least virus-like
genes) are involved in a positive function in nature.
Some groups of viruses, like bacteriophages, play a
positive role in controlling bacteria in ecosystems and
may play a role in diversity. Another group of viruses
play a role in turning off the immune system during
pregnancy in mammals and humans (Liu 2007).
This is a group referred to as endogenous retroviruses
(ERVs). ERVs are among a kind of repetitious genetic
elements called “retrotransposons”.
.......Research has shown that the ERV design prohibits
the mother’s immune system from damaging
the child’s body. These retroviruses cannot fully
replicate, only expressed in local immune cells (such
as macrophages) of the placenta, thereby preventing
them from initiating a full-blown immune response
(Gillen and Sherwin 2005; Liu 2007). Thus, the
mother’s immune system remains competent
to respond to other infections but is specifically
prevented from mounting an immune response to
the developing embryo (Gillen and Sherwin 2005;
Liu 2007). So in creation, the selective ability to
turn off the immune system for protection would be
a “good” design. Other ERVs also play a positive role
in animal and human reproduction. However, since
the corruption of creation, the corrupted retrovirus,
HIV, and various leukemia viruses turn off the entire
immune system, leaving the body open to devastating
infections. These examples may provide clues to the
origin of viruses and how some may have been created
during Creation Week by design and how some have
been corrupted as a result of the Fall.
the mother’s immune system from damaging
the child’s body. These retroviruses cannot fully
replicate, only expressed in local immune cells (such
as macrophages) of the placenta, thereby preventing
them from initiating a full-blown immune response
(Gillen and Sherwin 2005; Liu 2007). Thus, the
mother’s immune system remains competent
to respond to other infections but is specifically
prevented from mounting an immune response to
the developing embryo (Gillen and Sherwin 2005;
Liu 2007). So in creation, the selective ability to
turn off the immune system for protection would be
a “good” design. Other ERVs also play a positive role
in animal and human reproduction. However, since
the corruption of creation, the corrupted retrovirus,
HIV, and various leukemia viruses turn off the entire
immune system, leaving the body open to devastating
infections. These examples may provide clues to the
origin of viruses and how some may have been created
during Creation Week by design and how some have
been corrupted as a result of the Fall.
.
Perceberam a pseudo-ciência se travestindo de ciência? Precisamos ter muito cuidado com as aparências. Vovó já dizia: "Marcelinho, aparências enganam, todo cuidado é pouco".
.
Comentários?
.
Um artigo como esse seria "bad science" (ciência ruim, nada mais), "bogus science" (ciência de mentirinha, a pseudo-ciência), "de religião", ou alguma outra classificação que não imaginei? Qual sua opinião?
Marcadores:
Fator de impacto e índice H,
Pseudo-ciência
Criacionismo renovado: agora parece até ciência

Olá pessoal,
Saindo do assunto "0 meu reitor da UnB" (quem não é de Brasília já não deve suportar mais...), vamos ao tema "pseudo-ciência", mais especificamente, criacionismo. Vejam a nota que saiu há poucos dias na Nature, sobre o lançamento de uma revista científica de criacionismo (descobri este material lendo o blog Por Dentro da Ciência)
Saindo do assunto "0 meu reitor da UnB" (quem não é de Brasília já não deve suportar mais...), vamos ao tema "pseudo-ciência", mais especificamente, criacionismo. Vejam a nota que saiu há poucos dias na Nature, sobre o lançamento de uma revista científica de criacionismo (descobri este material lendo o blog Por Dentro da Ciência)
.
Como editor de periódicos científicos, ainda estou sem palavras para comentar esta nova estratégia de marketing dos criacionistas. .
Vamos ao texto da Nature.
.
Creationists launch 'science' journal
Research within a biblical framework to be peer reviewed.
.
The organization that last year opened a US$27-million creation museum in Kentucky has started its own 'peer-reviewed' scientific research journal.
.
On 9 January, Answers in Genesis, a Christian ministry run by evangelical Ken Ham, launched Answers Research Journal (ARJ ), a free, online publication devoted to research on “recent Creation and the global Flood within a biblical framework”. Papers will be peer reviewed by those who “support the positions taken by the journal”, according to editor-in-chief Andrew Snelling, a geologist based in Brisbane, Australia.
.
“There have been these kinds of publications in the past,” says Keith Miller, a geologist at Kansas State University in Manhattan, who follows creationism. For the most part, he says, the work is ignored by the scientific community. But those without a science background, including some policy-makers, may not be able to judge the difference in value of a paper in ARJ and a genuine science journal.
.
Recent court rulings make it all but impossible for intelligent design, a belief that a higher being shaped evolution, to be taught in US public schools. Nevertheless, creationists still try to discourage the teaching of evolution and other scientific theories at the local level, according to Eugenie Scott, executive director of the National Center for Science Education, an education watchdog in Oakland, California. Publications such as ARJ are part of the continued battle to excise science from local curricula, she says. “Creation science is alive and well and appealing to a substantial minority of the American public.”
.
Miller, himself an evangelical Christian, says that scientists must be careful when responding to the launch of ARJ . Taking too strong a stand against the journal will fuel creationists' accusations of scientific 'bias' against religion, he argues. Researchers should instead try to educate non-scientists about the scientific process, he says.
.
Clique abaixo para ler os vários comentários postados (em inglês) por leitores da Nature.
www.nature.com/news/2008/080123/full/451382b.html
.
Vamos ao texto da Nature.
.
Creationists launch 'science' journal
Research within a biblical framework to be peer reviewed.
.
The organization that last year opened a US$27-million creation museum in Kentucky has started its own 'peer-reviewed' scientific research journal.
.
On 9 January, Answers in Genesis, a Christian ministry run by evangelical Ken Ham, launched Answers Research Journal (ARJ ), a free, online publication devoted to research on “recent Creation and the global Flood within a biblical framework”. Papers will be peer reviewed by those who “support the positions taken by the journal”, according to editor-in-chief Andrew Snelling, a geologist based in Brisbane, Australia.
.
“There have been these kinds of publications in the past,” says Keith Miller, a geologist at Kansas State University in Manhattan, who follows creationism. For the most part, he says, the work is ignored by the scientific community. But those without a science background, including some policy-makers, may not be able to judge the difference in value of a paper in ARJ and a genuine science journal.
.
Recent court rulings make it all but impossible for intelligent design, a belief that a higher being shaped evolution, to be taught in US public schools. Nevertheless, creationists still try to discourage the teaching of evolution and other scientific theories at the local level, according to Eugenie Scott, executive director of the National Center for Science Education, an education watchdog in Oakland, California. Publications such as ARJ are part of the continued battle to excise science from local curricula, she says. “Creation science is alive and well and appealing to a substantial minority of the American public.”
.
Miller, himself an evangelical Christian, says that scientists must be careful when responding to the launch of ARJ . Taking too strong a stand against the journal will fuel creationists' accusations of scientific 'bias' against religion, he argues. Researchers should instead try to educate non-scientists about the scientific process, he says.
.
Clique abaixo para ler os vários comentários postados (em inglês) por leitores da Nature.
www.nature.com/news/2008/080123/full/451382b.html
.
--------------------------------------------------------------------------
Não percam o vídeo abaixo:
Os dinossauros tem 6.000 anos, no YouTube.
Não percam o vídeo abaixo:
Os dinossauros tem 6.000 anos, no YouTube.
.
Mas caso queiram ciência de verdade, sobre paleontologia, vejam:
.
"Dinossauros: vida e morte" no Ciência Brasil TV
Marcadores:
Evolução,
Pseudo-ciência
Serenidade, mas não ingenuidade (na UnB)
.
Aproveito para anunciar que os comentários do blog estão agora moderados (na linguagem de internet). Ou seja, o dono do blog tem que aprovar os comentários postados, só depois é que são publicados. A moderação dos comentários - que antes eram livres - se inicou ontem. Muitas pessoas abusam. Usam este espaço para fazer acusações, e pior, de forma anônima. Isso é errado e anti-ético. Eu assino tudo que escrevo !
.
Aqui não é lugar de lavação de roupa - não é favela. É um espaço da cidadania dos professores, educadores, estudantes e pesquisadores. É também o blog não-institucional mais lido no Brasil na área de educação, e o segundo na área de ciência (depois do Marcelo Leite - sou fã de carteirinha do blog dele). Vamos respeitar o espaço do Ciência Brasil. Mesmo porque, mais de 2/3 dos leitores do mesmo não são de Brasília, e não estão interessados em lavações de roupas de baixo nível, e sem provas.
.
Há muita gente roubando em Brasília? Sim, e não são poucos (quem não sabe disso, certo?). Mas este blog não é espaço para citações dessa natureza. Para isso existe a Polícia e o Ministério Público. Por exemplo, critico o sr. Reitor da UnB, pois acho que ele não serve para comandar uma unversidade, pois não tem a necessária experiencia em pesquisa e ensino, além de fazer "wrong choices" para os rumos de nossa universidade. Da mesma forma, acho que o Vice-Reitor (um engenheiro que defende "a unhas e dentes" o projeto Universidade Nova, que vai DESTRUIR a qualidade do ensino na UnB) não adequado para uma universidade que tenha Harvard ou Stanford como norte.
.
Por favor, aprendam a fazer críticas dentro dos limites da Liberdade de Expressão. Sou filho de jornalista. Comunicação está nas minhas veias, apesar de ser apenas um biólogo "metido a besta".
.
Bem, vamos ao texto enviado por um colaborador do blog, professor-doutor de Sociologia. Ele é também o novo Coordenador da PG em Sociologia da UnB.
.
Serenidade, mas não ingenuidade
.
por Michelangelo Trigueiro
.
A propósito das denúncias envolvendo a Finatec, concordo, apenas em parte, com a manifestação da colega Thérèse, coordenadora da Licenciatura em Artes Visuais da UnB. É hora de serenidade, sim, mas não de ingenuidades. A todos deve ser dado o benefício da dúvida. É correto. Mas, usando da mesma medida que propõe a professora Thérèse, pergunto: por que, então, acusar a denúncia apresentada pelo Ministério Público como “peça sensacionalista”, antes mesmo da conclusão do processo? Vamos também respeitar o trabalho dos procuradores, em seguidos meses.
.
Não quero acusar ninguém, mas não posso deixar de apresentar minha indignação quanto ao que considero gravíssimo, em todo o episódio, e isso já está bem documentado: foram gastos 465 mil reais, repito, 465 mil reais, em reformas e em mobílias de um apartamento, que, agora, mais parece um filho enjeitado. Afinal, é da reitoria ou não, ou melhor, é do uso do reitor, em suas atribuições, ou não? Nesse caso, também é importante saber se ele (o reitor) é o ocupante formal, ou não, do tal imóvel reformado pela Finatec. Se não é o ocupante formal, é a reitoria? Seria, então, uma extensão da reitoria? Do gabinete?
.
Isso precisa ser mais bem esclarecido pelo próprio reitor, pois se a norma 445, citada pelo mesmo, estabelece que os custos da moradia pela ocupação do cargo são da responsabilidade da FUB, cabe deixar bem evidente, salvo juízo contrário, que não se pode presumir, daí, a possibilidade de ocupar, formalmente, dois imóveis. Uma vez, então, esclarecido de quem é e para que finalidade se pretende o imóvel reformado pela Finatec (e isso não pode ser apenas da lavra e da intenção de qualquer membro de uma organização burocrática, inclusive do reitor, devendo estar escrito e devidamente documentado), penso que devemos passar ao que de fato interessa discutir: é ético gastar tão elevada quantia para o propósito alegado pelo reitor (“o apartamento serve como base de representação da UnB. Nele oferecemos jantares e recepções”)? É sustentável assumir tal gasto, quando, recentemente, os jornais noticiaram que nossa instituição precisa urgentemente de novas salas de aula para os novos campus da UnB? E quando as próprias salas de aula em que lecionamos, atualmente, estão, sabidamente, em péssimas condições de trabalho (turmas de 150 alunos, como a que trabalhei no último período, sem um sistema de som instalado; em que precisei comprar as baterias do aparelho, carregado para todas as aulas, até o anfiteatro)?
.
Se é adequado receber bem visitantes em nossa instituição (o que não significa receber com luxo), isso não pode ser feito às custas das atividades principais, aqui, desenvolvidas; “apenas para inglês ver”. Aliás, essa prática de que os ocupantes de cargos devem ter os maiores privilégios não se encontra nem na Inglaterra. Cansei de constatar ocupantes de cargos elevados, naquele país, andando de metrô, vivendo em condições semelhantes a de tantos outros “comuns”.
.
Enfim, tenho ouvido falar que os acontecimentos noticiados, nesta semana, envolvendo a Finatec, professores e um apartamento de responsabilidade da reitoria, eram apenas a “ponta de um iceberg”. Nessas conversas de corredores, a “boca miúda” ventilava que “a sujeira é bem maior”. Prefiro aguardar o desfecho das apurações, com serenidade, mas não sem concordar que, de fato, tudo isso é, apenas, a ponta de um iceberg, o que entendo, a grande montanha dos privilégios (benefícios particulares) em que tem se transformado nossa instituição. Considero um privilégio, algo indevido a meu juízo, um apartamento para jantares e recepções custar a instalação de aparelhos de som para cerca de cem anfiteatros ou salas de aula (a um custo aproximado de 5 mil reais, cada). Ou o reitor acha mais importante os jantares e as recepções?
.
Não dá para “tapar o sol com a peneira”, prezada professora Thérèse. Precisamos, urgentemente, antes de qualquer apuração da justiça, corrigir essas imensas distorções internas, evidenciadas, apenas em parte, na ponta do iceberg que indica a denúncia dos membros do Ministério Público.
.
E então leitor, qual a sua opinião?
Aproveito para anunciar que os comentários do blog estão agora moderados (na linguagem de internet). Ou seja, o dono do blog tem que aprovar os comentários postados, só depois é que são publicados. A moderação dos comentários - que antes eram livres - se inicou ontem. Muitas pessoas abusam. Usam este espaço para fazer acusações, e pior, de forma anônima. Isso é errado e anti-ético. Eu assino tudo que escrevo !
.
Aqui não é lugar de lavação de roupa - não é favela. É um espaço da cidadania dos professores, educadores, estudantes e pesquisadores. É também o blog não-institucional mais lido no Brasil na área de educação, e o segundo na área de ciência (depois do Marcelo Leite - sou fã de carteirinha do blog dele). Vamos respeitar o espaço do Ciência Brasil. Mesmo porque, mais de 2/3 dos leitores do mesmo não são de Brasília, e não estão interessados em lavações de roupas de baixo nível, e sem provas.
.
Há muita gente roubando em Brasília? Sim, e não são poucos (quem não sabe disso, certo?). Mas este blog não é espaço para citações dessa natureza. Para isso existe a Polícia e o Ministério Público. Por exemplo, critico o sr. Reitor da UnB, pois acho que ele não serve para comandar uma unversidade, pois não tem a necessária experiencia em pesquisa e ensino, além de fazer "wrong choices" para os rumos de nossa universidade. Da mesma forma, acho que o Vice-Reitor (um engenheiro que defende "a unhas e dentes" o projeto Universidade Nova, que vai DESTRUIR a qualidade do ensino na UnB) não adequado para uma universidade que tenha Harvard ou Stanford como norte.
.
Por favor, aprendam a fazer críticas dentro dos limites da Liberdade de Expressão. Sou filho de jornalista. Comunicação está nas minhas veias, apesar de ser apenas um biólogo "metido a besta".
.
Bem, vamos ao texto enviado por um colaborador do blog, professor-doutor de Sociologia. Ele é também o novo Coordenador da PG em Sociologia da UnB.
.
Serenidade, mas não ingenuidade
.
por Michelangelo Trigueiro
.
A propósito das denúncias envolvendo a Finatec, concordo, apenas em parte, com a manifestação da colega Thérèse, coordenadora da Licenciatura em Artes Visuais da UnB. É hora de serenidade, sim, mas não de ingenuidades. A todos deve ser dado o benefício da dúvida. É correto. Mas, usando da mesma medida que propõe a professora Thérèse, pergunto: por que, então, acusar a denúncia apresentada pelo Ministério Público como “peça sensacionalista”, antes mesmo da conclusão do processo? Vamos também respeitar o trabalho dos procuradores, em seguidos meses.
.
Não quero acusar ninguém, mas não posso deixar de apresentar minha indignação quanto ao que considero gravíssimo, em todo o episódio, e isso já está bem documentado: foram gastos 465 mil reais, repito, 465 mil reais, em reformas e em mobílias de um apartamento, que, agora, mais parece um filho enjeitado. Afinal, é da reitoria ou não, ou melhor, é do uso do reitor, em suas atribuições, ou não? Nesse caso, também é importante saber se ele (o reitor) é o ocupante formal, ou não, do tal imóvel reformado pela Finatec. Se não é o ocupante formal, é a reitoria? Seria, então, uma extensão da reitoria? Do gabinete?
.
Isso precisa ser mais bem esclarecido pelo próprio reitor, pois se a norma 445, citada pelo mesmo, estabelece que os custos da moradia pela ocupação do cargo são da responsabilidade da FUB, cabe deixar bem evidente, salvo juízo contrário, que não se pode presumir, daí, a possibilidade de ocupar, formalmente, dois imóveis. Uma vez, então, esclarecido de quem é e para que finalidade se pretende o imóvel reformado pela Finatec (e isso não pode ser apenas da lavra e da intenção de qualquer membro de uma organização burocrática, inclusive do reitor, devendo estar escrito e devidamente documentado), penso que devemos passar ao que de fato interessa discutir: é ético gastar tão elevada quantia para o propósito alegado pelo reitor (“o apartamento serve como base de representação da UnB. Nele oferecemos jantares e recepções”)? É sustentável assumir tal gasto, quando, recentemente, os jornais noticiaram que nossa instituição precisa urgentemente de novas salas de aula para os novos campus da UnB? E quando as próprias salas de aula em que lecionamos, atualmente, estão, sabidamente, em péssimas condições de trabalho (turmas de 150 alunos, como a que trabalhei no último período, sem um sistema de som instalado; em que precisei comprar as baterias do aparelho, carregado para todas as aulas, até o anfiteatro)?
.
Se é adequado receber bem visitantes em nossa instituição (o que não significa receber com luxo), isso não pode ser feito às custas das atividades principais, aqui, desenvolvidas; “apenas para inglês ver”. Aliás, essa prática de que os ocupantes de cargos devem ter os maiores privilégios não se encontra nem na Inglaterra. Cansei de constatar ocupantes de cargos elevados, naquele país, andando de metrô, vivendo em condições semelhantes a de tantos outros “comuns”.
.
Enfim, tenho ouvido falar que os acontecimentos noticiados, nesta semana, envolvendo a Finatec, professores e um apartamento de responsabilidade da reitoria, eram apenas a “ponta de um iceberg”. Nessas conversas de corredores, a “boca miúda” ventilava que “a sujeira é bem maior”. Prefiro aguardar o desfecho das apurações, com serenidade, mas não sem concordar que, de fato, tudo isso é, apenas, a ponta de um iceberg, o que entendo, a grande montanha dos privilégios (benefícios particulares) em que tem se transformado nossa instituição. Considero um privilégio, algo indevido a meu juízo, um apartamento para jantares e recepções custar a instalação de aparelhos de som para cerca de cem anfiteatros ou salas de aula (a um custo aproximado de 5 mil reais, cada). Ou o reitor acha mais importante os jantares e as recepções?
.
Não dá para “tapar o sol com a peneira”, prezada professora Thérèse. Precisamos, urgentemente, antes de qualquer apuração da justiça, corrigir essas imensas distorções internas, evidenciadas, apenas em parte, na ponta do iceberg que indica a denúncia dos membros do Ministério Público.
.
E então leitor, qual a sua opinião?
.
PS: Este blog teve nas ultimas 48 h, mais de 1500 acessos.
Marcadores:
Educação,
Luxo na UnB,
O meu Reitor,
Textos de colaboradores,
UnB
sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
Quem quer lixo ? (da UnB)
Olá internautas,
Vejam que pessoas de vários lugares do mundo estão curiosas sobre as latas de lixo (e outros apetrechos...) do apartamento destinado ao reitor da UnB.
Eita lixo famoso ! Em breve será notícia na CNN e NBC !
Lixeiras de 900 reais, um super investimento patrimonial da UnB. Uma iniciativa da atual administração central.
Marcadores:
Acessos ao blog,
Luxo na UnB,
O meu Reitor,
UnB
O preço do luxo - na UnB
Olá pessoal,
.
Voltando ao tema dos gastos exorbitantes da UnB (da reitoria e de uma fundação da UnB) e da denúncia do Ministério Público, vejamos um trecho de uma matéria publicada hoje no Correio Braziliense. Foi escrita por Erika Klingl:
.
Sobre a denúncia de que ele [o sr Reitor] teria sido favorecido com recursos da Finatec com a compra de mobiliário do apartamento em que vive, Timothy Mulholland argumenta que as benfeitorias são para o ocupante no cargo de reitor e não para ele individualmente. “O apartamento serve como base de representação da UnB. Nele oferecemos jantares e recepções”, justifica. A norma 445, aprovada pelo conselho diretor da universidade, em 6 de julho de 2006, define que a Fundação Universidade de Brasília (FUB) arca com todos os gastos de moradia do cargo, inclusive condomínio e estrutura. Quem assina a norma é o próprio reitor, junto com os outros integrantes do conselho.
.
De acordo com levantamento do MPDF, houve uso irregular do patrimônio da Finatec, avaliado em R$ 100 milhões, em uma parceria entre a própria Finatec e a FUB, que investiu R$ 470 mil para equipar o apartamento destinado à reitoria da UnB [clique na imagem para ampliar e ler todos detalhes]. A planilha revela que foram pagos, por exemplo, R$ 69 mil na compra de cadeiras, poltronas, mesa de centro, cabeceira da cama e banco. Além disso, os promotores encontraram notas da compra de um veículo Honda Civic, bi-combustível e com banco de couro, estimado em R$ 72 mil. “O carro é da reitoria. Uso o veículo a trabalho com motorista”, explica o reitor, que descarta se afastar do cargo. De acordo com ele, não há motivos para isso, já que a denúncia é contra a fundação.
.
.
Depois escrevo mais - vou tomar café da manha - e coloco no blog todo o conteúdo da matéria da jornalista Érika.
.
Sr. Reitor: renuncie, please !
.
.
Obs do MHL (postado de noite) :leiam as matérias, na íntegra do Correio Braziliense e do Jornal de Brasília clicando aqui.
Marcadores:
Luxo na UnB,
O meu Reitor,
UnB
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
UnB na 1a página do Jornal de Brasilia
Aqui vai o que saiu hoje de de manhã no Jornal de Brasília. Clique no título da matéria para ler o texto.
.
Dinheiro público pelo ralo
.
Há um vídeo sobre o caso, de 2 min, em webTV. Não deixe de assistir.
.
Tudo isso é muito nauseante. Não estou com clima de fazer comentários sarcásticos ou debochados - sorry !
Marcadores:
Luxo na UnB,
Somos idiotas?,
UnB
UnB: palavras de lamento
Olá leitores,
.
Estou postando um email que recebi de uma professora amiga, que reflete o que muitos de nós pensa de tudo isso que está acontecendo em nossa universidade (denúncia do MPDF de corrupção na UnB, que foi notícia em todos os jornais da cidade hoje)
.
Vamos ao e-mail, recebido hoje:
.
Marcelo, que bom que o Ministério Público entrou nesta história.
.
Para nós, que amamos e vivemos na UnB não é demais lembrar a sensação de sair do Minhocão e chegar na Finatec. É como se entrar num shopping center. É genial que tudo seja tão limpo e arrumado, mas a sensação é de exclusão. Aquilo, falo do material e dos controles e tudo o mais, nos faz sentir seres "de fora".
Para nós, que amamos e vivemos na UnB não é demais lembrar a sensação de sair do Minhocão e chegar na Finatec. É como se entrar num shopping center. É genial que tudo seja tão limpo e arrumado, mas a sensação é de exclusão. Aquilo, falo do material e dos controles e tudo o mais, nos faz sentir seres "de fora".
.
Onde damos aulas, falo do Minhocão em particular, é banheiro fedorento, é mesa empoeirada, é falta de giz. É calor. É descuido, é abandono. E que tal falarmos dos dois novos pavilhões? Nenhuma árvore pra amenizar o calor. A eterna confusão pra se conseguir um instrumento pra se dar uma aula melhor... A falta de isolamento acústico...
.
Ademais, basta um passeio pelo campus e surge a literal estranheza dos prédios em construção (entre a UnB e o IBAMA). Tirando a Química, o resto, são prédios do CESPE, da FASUBRA... Novas FINATECs, aquilo que faz grana ancorados em nós, que construímos a "Universidade A".
Ademais, basta um passeio pelo campus e surge a literal estranheza dos prédios em construção (entre a UnB e o IBAMA). Tirando a Química, o resto, são prédios do CESPE, da FASUBRA... Novas FINATECs, aquilo que faz grana ancorados em nós, que construímos a "Universidade A".
.
Andando por este pedaço do campus, confirma-se que tem algo errado com a UnB. A minha geração (na sequência das anteriores), que construiu a Universidade "A" está se aposentando. A galinha dos ovos de ouro está indo embora.
.
Minha sensação é de que, ancorada em nossa construção, a atual gestão está tratando de fazer grana e muitas pessoas, se dando bem, individualmente.
.
Lamento, mas na sequência, uma nova geração de cientistas terão que re-construir, academicamente, esta Universidade. Porque sem galinhas, não há ovos. Uma nova galinha terá que ser gestada.
.
Estamos assistindo à venda dos ovos e uma total desconsideração com as galinhas que pesquisam, que pensam, que geram conhecimentos, nós, os professores e pesquisadores.
.
Tomara que o Ministério Público torne público aquilo que já sabemos em nosso cotidiano. As últimas administrações da UnB se perderam na ânsia de fazer grana. Até seria ótimo este lado empresarial, se este se revertesse para melhores condições de docência e pesquisa em nosso cotidiano. Mas já estamos carecas de comprovar que este não é o caminho dos que estão decidindo os caminhos de nossa queria UnB.
.
Lamento. Muito. Muito.
.
Uma professora da UnB
.
E então leitor, qual o seu comentário?
Tambem vai pedir ao sr Reitor que renuncie?
.
(os comentários estão agora moderados, pois o pessoal tem passado dos limites, seja os que estão do lado da linha editorial deste blog e os que são contra)
Marcadores:
Educação,
Luxo na UnB,
O meu Reitor,
Textos de colaboradores,
UnB
MHL pede a renúncia do sr. Reitor
Oi leitores,.
Liguei hoje para a Chefe de Gabinete da Reitoria, Profa. Jaci (pianista), sugerindo a ela que transmitisse uma mensagem ao sr. Reitor. Disse que a melhor coisa que o sr. Reitor poderia fazer seria renunciar. Com isso, preservaria a imagem de nossa universidade (ao lado vai um modelo de carta-renúncia, redigida por Fernando Collor em 1992 - clique na imagem)
.
Disse a ela que não achava adequado o tipo de gastos que a UnB vem fazendo - como aqueles com o apartamento funcional que serve ao sr. Reitor (na asa norte de Brasília). Disse que os R$ 470.000,00 gastos no referido apartamento poderiam ser usados para comprar, por exemplo, 50 geradores de energia elétrica de 10 KVa. Estes geradores minimizariam os problemas de uns 50 laboratórios da UnB quando dos apagões elétricos.
.
Gostaria de lembrar que faz exatamente 1 ano do apagão de 30 horas de 2007. O mega-apagão se iniciou na madrugada de 22 de janeiro de 2007 (uma segunda feira, muitos professores ainda de férias), terminando apenas no dia seguinte. Leia mais no link abaixo:
.
Relembrando Janeiro de 2007: UnB nas trevas
.
Lógico que a verba (os 470 mil reais) poderia ter outras finalidades, além da sugerida acima. Serviria, por exemplo, para melhorar as péssimas condições da Casa do Estudante Universitário (CEU) da UnB.
.
E para terminar, aqui vai uma mensagem em inglês ao sr. Reitor, tendo em vista que ele nasceu nos Estados Unidos:
.
Dear Dean of the University of Brasilia,
please step down from your post,
this would be the honorable thing to do.
.
Tradução:
sr Reitor, por favor, renuncie.
Liguei hoje para a Chefe de Gabinete da Reitoria, Profa. Jaci (pianista), sugerindo a ela que transmitisse uma mensagem ao sr. Reitor. Disse que a melhor coisa que o sr. Reitor poderia fazer seria renunciar. Com isso, preservaria a imagem de nossa universidade (ao lado vai um modelo de carta-renúncia, redigida por Fernando Collor em 1992 - clique na imagem)
.
Disse a ela que não achava adequado o tipo de gastos que a UnB vem fazendo - como aqueles com o apartamento funcional que serve ao sr. Reitor (na asa norte de Brasília). Disse que os R$ 470.000,00 gastos no referido apartamento poderiam ser usados para comprar, por exemplo, 50 geradores de energia elétrica de 10 KVa. Estes geradores minimizariam os problemas de uns 50 laboratórios da UnB quando dos apagões elétricos.
.
Gostaria de lembrar que faz exatamente 1 ano do apagão de 30 horas de 2007. O mega-apagão se iniciou na madrugada de 22 de janeiro de 2007 (uma segunda feira, muitos professores ainda de férias), terminando apenas no dia seguinte. Leia mais no link abaixo:
.
Relembrando Janeiro de 2007: UnB nas trevas
.
Lógico que a verba (os 470 mil reais) poderia ter outras finalidades, além da sugerida acima. Serviria, por exemplo, para melhorar as péssimas condições da Casa do Estudante Universitário (CEU) da UnB.
.
E para terminar, aqui vai uma mensagem em inglês ao sr. Reitor, tendo em vista que ele nasceu nos Estados Unidos:
.
Dear Dean of the University of Brasilia,
please step down from your post,
this would be the honorable thing to do.
.
Tradução:
sr Reitor, por favor, renuncie.
Marcadores:
Luxo na UnB,
O meu Reitor,
UnB
A lixeira do MHL e os gastos da UnB
Olá pessoal,
.Acordei bem cedo para comprar jornal e saber mais notícias sobre as lixeiras do apartamento destinado ao reitor da UnB. Procurei de madrugada na web e só achei lixeiras de até R$ 300,oo (para saber mais clique aqui).
.
Mas a FUB achou por R$ 900,00 - realmente um "excelente" investimento para o patrimônio da UnB. Eu que sou mesmo um pobre e que não sabe o que é bom !
.
Para demonstrar isso, aqui vai a foto da lixeira de casa. Deve ter custado uns 10 "pila". O que acham dela ?
.
Falando sério agora: a UnB não nega que tenha feito gastos no apto destinado ao reitor. Vejamos o que diz o Correio Braziliense de hoje:
.
Outra nota, divulgada pela assessoria de imprensa da Universidade de Brasília, classifica a Finatec como “fundação de apoio”. E revela que o contrato firmado com a instituição brasiliense foi aprovado pela procuradoria jurídica da universidade. Quanto à denúncia de que o imóvel da reitoria foi reformado com dinheiro da Finatec, a nota esclarece que o apartamento da 310 Norte pertence ao patrimônio institucional e que as benfeitorias ocorreram por determinação do Conselho Diretor da Fundação Universidade de Brasília (FUB).
.
Estas são as prioridades da Adm. Central da UnB. Acho que já chega né ? Acho que perderam o senso do ridículo.
.
Sr. Reitor, por favor,
faça um favor a sí mesmo:
.
.
RENUNCIE agora !
.
ps: Caso queram ler todo o conteúdo da matéria do Correio, clique aqui.
Marcadores:
Luxo na UnB,
O meu Reitor,
UnB
Promoção de lixeiras, vamos comprar ?
.
O tema o post de ontem do blog, me deu uma vontade danada de trocar a lixeira aqui de casa. Não deu em você?
.
Olhem só o que achei na web: uma promoção de lixeiras luxuosas para nossas residências. Vamos aproveitar, a mais em conta é a lixeira automática em aço inox, de 12 litros, por apenas 217 reias. Podemos pagar em 4x sem juros.
.
Vamos ao que diz o fabricante: "As lixeiras tradicionais exigem que você as toque com sua mão ou pé para que abram, o que é tanto inconveniente quanto anti-higiênico. Essa lixeira de abertura automática, baseada em tecnologia infravermelha, elimina essa necessidade. Simplesmente mantenha sua mão cerca de 10 cm acima do painel infravermelho e a tampa abrirá automaticamente. Deposite o lixo e, em alguns segundos, ela fechará automaticamente." (estou impressionado !)
.
Um unha-de-fome como o Prof. Marcelo não iria nem querer ver esta outra maravilha, só porque é um pouquinho mais cara: lixeira para granito da Tramontina, por apenas R$ 302,74 !
Marcadores:
Luxo na UnB,
Somos idiotas?
quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
Fundação da UnB na mira do Ministério Público
Prezados,.
Fiquei sabendo da notícia-bomba por um aluno, que ouviu na CBN. Depois, uma colega jornalista me confirmou que amanhã os jornais da cidade irão sair fogo!
.
Depois, as 19:20 h, ví do DF-TV. "Gastos de até 3 mil reais em lixeiras no apartamento funcional que serve ao reitor".
.
Depois, as 19:20 h, ví do DF-TV. "Gastos de até 3 mil reais em lixeiras no apartamento funcional que serve ao reitor".
.
Antes de falar qualquer coisa mais, vamos ao Ministério Público.
MPDFT ajuíza ação contra Finatec
A Promotoria de Justiça de Tutela das Fundações e Entidades de Interesse Social ajuizou ação de destituição de dirigentes contra a Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec) na segunda-feira, 21 de janeiro. Na ação, a Promotoria pede a destituição imediata dos dirigentes da entidade, acusados de superfaturar contratos e utilizar de forma irregular o patrimônio da fundação. Além da Finatec, são réus na ação os professores Antônio Manoel Dias, Nelson Martin, Carlos Alberto Bezerra, Guilherme Sales e André Pacheco.
.
Desde 2004, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) investiga os gastos da instituição. Em um dos contratos celebrados entre a Finatec e a Fundação da Universidade de Brasília (FUB), por meio do Centro de Seleção e Promoção de Eventos (Cespe), foi apurada uma “sobra de recursos” de mais de 24 milhões de reais, apesar de o valor do contrato ser de 21 milhões de reais. O contrato está em desacordo com a Lei nº 8.958, de 1994, que dispõe sobre a relação entre as Instituições Federais de Ensino Superior e as fundações de apoio à pesquisa científica e tecnológica.
.
O Ministério Público também apurou que os principais cargos da instituição são ocupados por professores da UnB, contratados pela Universidade em regime de dedicação exclusiva e que não poderiam, portanto, exercer funções de direção na Finatec. Em alguns casos, esses professores recebiam salários exorbitantes e utilizavam os recursos da entidade em benefício próprio.
.
Entre as irregularidades encontradas, a Promotoria destaca a contratação de empresas de arquitetura e do ramo imobiliário para “maquiar” os altos gastos com funcionários. No quadro social dessas empresas figuram dirigentes da Finatec ou pessoas ligadas a eles. Outra empresa, esta de advocacia, foi contratada por preço muito superior aos valores de mercado. As notas fiscais da fundação demonstram custos de obras que nem começaram a ser realizadas. Um dos maiores gastos de recursos da parceria entre FUB e Finatec foi direcionado para o imóvel funcional da UnB utilizado pelo reitor da Universidade, Thimothy Mulholland. Foram mais de 470 mil reais dos cofres da Finatec para mobiliar e reformar o apartamento, localizado na Asa Norte. O dinheiro veio do Fundo de Apoio Institucional (FAI) da Finatec, e deveria ter sido integralmente utilizado em atividades de fomento à pesquisa.
.
A Finatec é uma entidade sem fins lucrativos e foi criada em 1992 para promover e apoiar o desenvolvimento científico, a transferência de tecnologia, a pós-graduação e a pesquisa. Seu patrimônio e receita deveriam ser aplicados exclusivamente na manutenção e desenvolvimento de suas finalidades. Em 2008, a previsão é de que a instituição movimente um orçamento de cerca de 104 milhões de reais. Deste total, apenas 750 mil reais estão previstos para editais de fomento à pesquisa. (nota do MHL: menos de 1% da grana da Finatec vai para pesquisa...)
.
A ação foi encaminhada à 6ª Vara Cível e, além da destituição dos administradores, solicita a nomeação de um administrador provisório e a contratação de auditoria independente para apurar a real situação econômica, patrimonial e financeira da Finatec.
.
Fonte: http://www.mpdft.gov.br/
.
Preciso comentar alguma coisa?
Será que o sr. Reitor sabia de algo? será?
Ou será que MPDFT "pirou" e esta ação "não tem nada a ver?"
.
Sr. Reitor, acho melhor renunciar agora !
(ou prefere esperar ser derrotado nas urnas em 2009 ?)
Antes de falar qualquer coisa mais, vamos ao Ministério Público.
MPDFT ajuíza ação contra Finatec
A Promotoria de Justiça de Tutela das Fundações e Entidades de Interesse Social ajuizou ação de destituição de dirigentes contra a Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec) na segunda-feira, 21 de janeiro. Na ação, a Promotoria pede a destituição imediata dos dirigentes da entidade, acusados de superfaturar contratos e utilizar de forma irregular o patrimônio da fundação. Além da Finatec, são réus na ação os professores Antônio Manoel Dias, Nelson Martin, Carlos Alberto Bezerra, Guilherme Sales e André Pacheco.
.
Desde 2004, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) investiga os gastos da instituição. Em um dos contratos celebrados entre a Finatec e a Fundação da Universidade de Brasília (FUB), por meio do Centro de Seleção e Promoção de Eventos (Cespe), foi apurada uma “sobra de recursos” de mais de 24 milhões de reais, apesar de o valor do contrato ser de 21 milhões de reais. O contrato está em desacordo com a Lei nº 8.958, de 1994, que dispõe sobre a relação entre as Instituições Federais de Ensino Superior e as fundações de apoio à pesquisa científica e tecnológica.
.
O Ministério Público também apurou que os principais cargos da instituição são ocupados por professores da UnB, contratados pela Universidade em regime de dedicação exclusiva e que não poderiam, portanto, exercer funções de direção na Finatec. Em alguns casos, esses professores recebiam salários exorbitantes e utilizavam os recursos da entidade em benefício próprio.
.
Entre as irregularidades encontradas, a Promotoria destaca a contratação de empresas de arquitetura e do ramo imobiliário para “maquiar” os altos gastos com funcionários. No quadro social dessas empresas figuram dirigentes da Finatec ou pessoas ligadas a eles. Outra empresa, esta de advocacia, foi contratada por preço muito superior aos valores de mercado. As notas fiscais da fundação demonstram custos de obras que nem começaram a ser realizadas. Um dos maiores gastos de recursos da parceria entre FUB e Finatec foi direcionado para o imóvel funcional da UnB utilizado pelo reitor da Universidade, Thimothy Mulholland. Foram mais de 470 mil reais dos cofres da Finatec para mobiliar e reformar o apartamento, localizado na Asa Norte. O dinheiro veio do Fundo de Apoio Institucional (FAI) da Finatec, e deveria ter sido integralmente utilizado em atividades de fomento à pesquisa.
.
A Finatec é uma entidade sem fins lucrativos e foi criada em 1992 para promover e apoiar o desenvolvimento científico, a transferência de tecnologia, a pós-graduação e a pesquisa. Seu patrimônio e receita deveriam ser aplicados exclusivamente na manutenção e desenvolvimento de suas finalidades. Em 2008, a previsão é de que a instituição movimente um orçamento de cerca de 104 milhões de reais. Deste total, apenas 750 mil reais estão previstos para editais de fomento à pesquisa. (nota do MHL: menos de 1% da grana da Finatec vai para pesquisa...)
.
A ação foi encaminhada à 6ª Vara Cível e, além da destituição dos administradores, solicita a nomeação de um administrador provisório e a contratação de auditoria independente para apurar a real situação econômica, patrimonial e financeira da Finatec.
.
Fonte: http://www.mpdft.gov.br/
.
Preciso comentar alguma coisa?
Será que o sr. Reitor sabia de algo? será?
Ou será que MPDFT "pirou" e esta ação "não tem nada a ver?"
.
Sr. Reitor, acho melhor renunciar agora !
(ou prefere esperar ser derrotado nas urnas em 2009 ?)
Marcadores:
Fundações universitárias,
Luxo na UnB,
O meu Reitor
Justiça suspende cotas na UFSC
Olá pessoal,Vamos primeiro valer de assuntos locais, daqui do DF. Este blog postou recentemente uma enquete (no Orkut) sobre o que pensam os alunos da UnB sobre as cotas raciais. Vejam abaixo:
.
.
Cotas raciais na UnB: o que pensam os alunos ?
.
A enquete está agora com 90 votos, sendo que 60 votantes (66 %) são totalmente contrários as cotas.
.
A enquete está agora com 90 votos, sendo que 60 votantes (66 %) são totalmente contrários as cotas.
.
Os que acham que nada deve ser mudado no sistema de cotas são 19 %. Aqueles que acreditam que as cotas dever ter menor peso (1 em cada 5 vagas na UnB é para negros) são 7 %.
.
A que tudo indica, a maioria absoluta dos alunos da UnB é contra as cotas. E daí? Do que vale a opinião de um estudante? Aqui em Pindorama, nada. Vale o mesmo que o zero absoluto.
.
Uma outra notícia muito interessaante é esta:
.
Justiça suspende cotas na UFSC
21/01/2008 - Portal G1
.
O Juiz Federal Gustavo Dias de Barcellos, de Santa Catarina, suspendeu por liminar as cotas na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). De acordo com uma decisão publicada na sexta-feira (18), o magistrado determina que os vestibulandos que alcançaram a nota mínima exigida para cada curso sejam matriculados, independentemente das vagas reservadas vigentes na instituição. A universidade já informou que vai recorrer.
.
Ler a matéria completa clicando aqui.
.
Vejam agora dois casos de alunos cotistas que entraram no vestibular da UFSC:
.
Gilmar Tenório de Melo, 21, que mora em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, foi aprovado no curso de engenharia de controle e automação graças ao sistema de reserva de vagas para negros que estudaram em escolas públicas. Ele fez 49,9 pontos enquanto o último candidato que concorreu pelas vagas universais fez 75,2 pontos.
.
Recém-aprovado no curso de jornalismo da UFSC pelo critério de cotas para negros de escolas públicas, Leonardo Lima, 18, comemorou com a família e com os amigos a aprovação no vestibular. Ele disse que fez cerca de 40 pontos para conseguir a vaga enquanto a nota mais baixa dos vestibulandos que concorreram pelo sistema universal foi de 69,1 pontos.
.
O que o leitor acha disso tudo ?
.
A que tudo indica, a maioria absoluta dos alunos da UnB é contra as cotas. E daí? Do que vale a opinião de um estudante? Aqui em Pindorama, nada. Vale o mesmo que o zero absoluto.
.
Uma outra notícia muito interessaante é esta:
.
Justiça suspende cotas na UFSC
21/01/2008 - Portal G1
.
O Juiz Federal Gustavo Dias de Barcellos, de Santa Catarina, suspendeu por liminar as cotas na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). De acordo com uma decisão publicada na sexta-feira (18), o magistrado determina que os vestibulandos que alcançaram a nota mínima exigida para cada curso sejam matriculados, independentemente das vagas reservadas vigentes na instituição. A universidade já informou que vai recorrer.
.
Ler a matéria completa clicando aqui.
.
Vejam agora dois casos de alunos cotistas que entraram no vestibular da UFSC:
.
Gilmar Tenório de Melo, 21, que mora em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, foi aprovado no curso de engenharia de controle e automação graças ao sistema de reserva de vagas para negros que estudaram em escolas públicas. Ele fez 49,9 pontos enquanto o último candidato que concorreu pelas vagas universais fez 75,2 pontos.
.
Recém-aprovado no curso de jornalismo da UFSC pelo critério de cotas para negros de escolas públicas, Leonardo Lima, 18, comemorou com a família e com os amigos a aprovação no vestibular. Ele disse que fez cerca de 40 pontos para conseguir a vaga enquanto a nota mais baixa dos vestibulandos que concorreram pelo sistema universal foi de 69,1 pontos.
.
O que o leitor acha disso tudo ?
.
--------------------------------------------
Voltando para as notícias locais, a UnB vai aumentar em cerca de 50% o número de vagas para o vestibular. Isso mesmo, serão mais 1360 vagas (Correio Braziliense, 21/jan, pag 17). Quem vai dar aula para tanta gente nova ? A Administração Central da UnB diz que vai contratar mais 140 professores. Lula também disse - em dezembro passado - que não iria haver mais impostos em 2008. Em quem podemos acreditar ?
Marcadores:
Cotas raciais,
Orkut,
UnB
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
Sanduba perfeito para cientistas famintos?

Olá leitores,
.
.
Estou aqui na UnB, 19:55 h, morrendo de fome, com frio, pensando no que irei escrever de novidade sobre o sr. Reitor esta semana (ai, socorro! muda de assunto ! grita um leitor), quando - de repente - me deparei com uma imagem no portal Folha Online. Um sanduba perfeito - seria mesmo?
.
Logo me veio a cabeça os índices de colesterol e triglicerídios. Porém, ao olhar a imagem mais de perto, com mais cuidado, pude ver que não era bem assim. Me pareceu tentador.
.
Sanduíche perfeito
.
É o Cheese berinjela, com 800 calorias, um sanduba paulistano.
.
Ingredientes
- 1 pão de hambúrguer
- Azeite ou óleo de soja
- 2 rodelas de berinjela (com 1 cm de espessura)
- Sal e pimenta-do-reino a gosto
- 2 hambúrgueres de carne
- 2 colheres (sopa) de molho de tomate em pedaços
- 1 rodela de tomate
- 3 fatias de queijo prato light
.
Aqui vou fazer uma pergunta ao leitor-pesquisador da área de nutrição. Você atacaria este sanduba? Voce recomendaria para seus clientes ? Caso, sim, 1 vez por semana ? Duas ? Quais as coisas "boas" e "más" em relação ao seu valor nutritivo e de alimentação saudável ? Seria esse o sanduda perfeito dos cientistas ?
.
Nas próximas 24 h a colaboradora do blog, Andreia Torres, nutricionista e mestre pela UnB, vai dar seu parecer. No meio tempo, aqui vai o link para mais informações deste sanduba, incluindo a maneira de preparo.
.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/comida/ult10005u365482.shtml
.
Amanhã voltamos a falar do assuntos indigestos de sempre desse blog. Por agora, vamos apenas lamber os beiços !
Marcadores:
Nutrição
domingo, 20 de janeiro de 2008
Vou-me embora de Pasárgada!

Olá pessoal,
.Um leitor me mandou esta poesia-paródia de Millor Fernandes, escrita nos Anos de Chumbo. Para quem não conhece, vale a pena a leitura.
.
Mas, antes de tudo, vamos ler o poema original, que todos devem conhecer.
.
de Manuel Bandeira
.
Leu?
Tá bom.
Agora sim, vamos para o texto de Millor:
.
Vou-me embora de Pasárgada!
.
Vou-me embora de Pasárgada
Sou inimigo do rei
Não tenho nada que eu quero
Não tenho e nunca terei
.
Vou-me embora de Pasárgada
Sou inimigo do rei
Não tenho nada que eu quero
Não tenho e nunca terei
.
Vou-me embora de Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
A existência é tão dura
As elites tão senis
Vou-me embora de Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
A existência é tão dura
As elites tão senis
Que Joana, a louca da Espanha
Ainda é mais coerente
Do que os donos do país.
Ainda é mais coerente
Do que os donos do país.
.
A gente só faz ginástica
Nos velhos trens da central
Se quer comer todo dia
A polícia baixa o pau
A gente só faz ginástica
Nos velhos trens da central
Se quer comer todo dia
A polícia baixa o pau
E como já estou cansado
Sem esperança num país
Em que tudo nos revolta
Já comprei ida sem volta
Pra outro qualquer lugar
Aqui não quero ficar,
Vou-me embora de Pasárgada.
Sem esperança num país
Em que tudo nos revolta
Já comprei ida sem volta
Pra outro qualquer lugar
Aqui não quero ficar,
Vou-me embora de Pasárgada.
.
Pasárgada já não tem nada
Nem mesmo recordação
Nem a fome e doença
Impedem a concepção
Telefone não telefona
A droga é falsificada
E prostitutas aidéticas
Se fingem de namoradas
E se hoje acordei alegre
Não pensem que eu vou ficar
Nosso presente já era
Nosso passado se foi.
Pasárgada já não tem nada
Nem mesmo recordação
Nem a fome e doença
Impedem a concepção
Telefone não telefona
A droga é falsificada
E prostitutas aidéticas
Se fingem de namoradas
E se hoje acordei alegre
Não pensem que eu vou ficar
Nosso presente já era
Nosso passado se foi.
.
Dou boiada pra ir embora
Pra ficar só dou um boi
Sou inimigo do rei
Não tenho nada na vida
Não tenho e nunca terei
Vou-me embora de Pasárgada.
Dou boiada pra ir embora
Pra ficar só dou um boi
Sou inimigo do rei
Não tenho nada na vida
Não tenho e nunca terei
Vou-me embora de Pasárgada.
.
E aqui a versão-MHL
.
Vou-me embora de Pasárgada
Não sou amigo do reitor
Não tenho nada que eu quero
Não tenho e nunca terei (...)
.
Dou mil papers pra ir embora
Pra ficar só dou um
Não sou amigo do reitor
Não tenho nada na vida
Não tenho e nunca terei
Vou-me embora de Pasárgada.
Marcadores:
Etcetera,
O meu Reitor
sábado, 19 de janeiro de 2008
As orientações do sr. Reitor da UnB
.
.
.
Oi pessoal,
.
.
.
.
.
Muita gente tem me dito que já está de saco cheio de ler sobre o curriculum do sr. Reitor (clicar aqui para ler nosso último post sobre isso). Estão ameaçando até nunca mais ler o blog (em especial os leitores paulistas, cariocas e portugueses). Confesso que este tema também me satura. Dá dor de barriga.
.
O colunista Diogo Mainard diz que também tem horas que não quer mais ouvir falar de Lula. Diz que não vai mais escrever sobre o presidente - sua anta. Pois é, mesmo já desanimado sobre o tema do sr. Reitor, toda hora aparece algo para se comentar. Parece que não tenho escapatória. Falar sobre o timotismo é meu destino. O Diogo e eu temos um triste destino em comum.
.
O sr. Reitor já gerou até crise de ciúmes em casa. Minha namorada me disse outro dia: "é ele ou eu !"
.
Mas não resisti a tentação, e sem minha namorada saber (ela está agora no salão), dei hoje mais uma espiada no curriculum Lattes online do sr. Reitor. Poxa, eu mereço. Passei meses a procura-lo na internet e só o achei ontem ! Já consigo até recita-lo de cor, assim como algumas poesias de Fernando Pessoa.
.
Desta vez não fui olhar artigos acadêmicos do sr. Reitor, pois já sabemos que não são muitos - a maioria publicada entre 1978 e 1981. Fui olhar suas orientações de alunos.
.
Sabem quantas achei ? Nenhuma, zero (verifiquei o Lattes versão 13/12/07 - ver aqui). Nada de monografias, nem de teses de mestrado ou de doutorado. Será que ele esqueceu de seus ex-alunos ? O curriculum do sr Reitor que está no site da UnB diz o seguinte (fonte):
.
"Doutorou-se, em 1976, na Universidade de Pittsburgh (EUA), em Psicologia Cognitiva, campo multidisciplinar que se consolidou a partir dos anos 70. Fundou essa área na Universidade de Brasília, desenvolvendo pesquisas e orientando alunos de Iniciação Científica e de Mestrado."
.
Será que as referidas orientações ficaram inconclusas, pois não estão em seu Lattes ? (opção A) Será que quem escreveu o texto acima se enganou ? (opção B) Ou será que o sr. Reitor simplesmente se esqueceu de incluir as orientações no Lattes ? (opção C).
.
Não sei o que aconteceu. Mas o curriculum Lattes do sr. Reitor está recheado de participação em bancas de mestrado (quase todas até 1994, depois mais uma em 2006). Quem coloca participação em bancas no Lattes (que é bem chato de preencher), não esquece de colocar as orientações de alunos. Assim, fico tendendo em acreditar na Opção B. Mas vejam bem, é uma mera especulação. Posso estar redondamente errado. Por outro lado, ele pode ter feito as orientações de alunos a tanto tempo, que realmente se esqueceu. Não quero injustiçar o sr. Reitor da UnB por um simples lápso de memória.
.
Mas por que falar das orientações do sr. Reitor?
.
Bem, porque ele pretende fazer uma gigantesca mudança na graduação da UnB. Quer implementar o projeto Universidade Nova, projeto esse (a ser financiado pelo Reuni, de Lula) que a grande maioria dos professores e alunos da UnB é contra. A maioria acha o projeto ruim, muito ruim.
.
Mudar a graduação para pior implica, no médio prazo, em deteriorar a pós-graduação. Afinal os alunos da pós são, em geral, ex-alunos da graduação da UnB. Piorando a pós-graduação, vai ter consequencias na pesquisa científica da universidade, pois os verdadeiros soldados da pesquisa são os mestrandos e doutorandos. Eles é que ficam nas trincheiras da pesquisa, seja no campo ou na bancada. Pesquisa científica sem bons alunos de pós, é como um exercito sem soldados. Já imaginou um exército só com tenentes e generais?
.
Mas se temos um reitor que há decadas não faz pesquisa científica, e que - possivelmente - se esqueceu de seus ex-orientados, será que iria se importar genuinamente com a graduação ? Iria se importar com o fato de estar fazendo um grande mal à nossa instituição, implementando uma política educacional extremamente daninha ? (que vai dar diplomas genéricos de 2-3 anos, entre outras "alucinações").
.
Eu não colocaria meu filho Pedro (hoje com 9 anos) para estudar na universidade imaginada pelo sr Reitor. De forma alguma. Eu até preferiria vê-lo ganhando a vida no futebol, do que perdendo tempo com esta UnB-do-futuro.
.
Uma forma de mudar este futuro sombrio está ao nosso alcance. É bem simples. Basta um voto. Basta escolhermos um bom reitor em 2009. E esse nome não é Mulholland.
.
Por outro lado, se o sr. Reitor não se reeleger, o que farei deste blog ? Vou escrever sobre o que? Meus leitores brasilienses irão me abandonar. Será que mudo de ideia e passo a torcer pelo sr. Reitor ? Realmente, eu e Diogo temos muito em comum.
.
ps: Estou com a versão 13/12/2007 do Lattes do sr Reitor gravada em meu PC.
.
O sr. Reitor já gerou até crise de ciúmes em casa. Minha namorada me disse outro dia: "é ele ou eu !"
.
Mas não resisti a tentação, e sem minha namorada saber (ela está agora no salão), dei hoje mais uma espiada no curriculum Lattes online do sr. Reitor. Poxa, eu mereço. Passei meses a procura-lo na internet e só o achei ontem ! Já consigo até recita-lo de cor, assim como algumas poesias de Fernando Pessoa.
.
Desta vez não fui olhar artigos acadêmicos do sr. Reitor, pois já sabemos que não são muitos - a maioria publicada entre 1978 e 1981. Fui olhar suas orientações de alunos.
.
Sabem quantas achei ? Nenhuma, zero (verifiquei o Lattes versão 13/12/07 - ver aqui). Nada de monografias, nem de teses de mestrado ou de doutorado. Será que ele esqueceu de seus ex-alunos ? O curriculum do sr Reitor que está no site da UnB diz o seguinte (fonte):
.
"Doutorou-se, em 1976, na Universidade de Pittsburgh (EUA), em Psicologia Cognitiva, campo multidisciplinar que se consolidou a partir dos anos 70. Fundou essa área na Universidade de Brasília, desenvolvendo pesquisas e orientando alunos de Iniciação Científica e de Mestrado."
.
Será que as referidas orientações ficaram inconclusas, pois não estão em seu Lattes ? (opção A) Será que quem escreveu o texto acima se enganou ? (opção B) Ou será que o sr. Reitor simplesmente se esqueceu de incluir as orientações no Lattes ? (opção C).
.
Não sei o que aconteceu. Mas o curriculum Lattes do sr. Reitor está recheado de participação em bancas de mestrado (quase todas até 1994, depois mais uma em 2006). Quem coloca participação em bancas no Lattes (que é bem chato de preencher), não esquece de colocar as orientações de alunos. Assim, fico tendendo em acreditar na Opção B. Mas vejam bem, é uma mera especulação. Posso estar redondamente errado. Por outro lado, ele pode ter feito as orientações de alunos a tanto tempo, que realmente se esqueceu. Não quero injustiçar o sr. Reitor da UnB por um simples lápso de memória.
.
Mas por que falar das orientações do sr. Reitor?
.
Bem, porque ele pretende fazer uma gigantesca mudança na graduação da UnB. Quer implementar o projeto Universidade Nova, projeto esse (a ser financiado pelo Reuni, de Lula) que a grande maioria dos professores e alunos da UnB é contra. A maioria acha o projeto ruim, muito ruim.
.
Mudar a graduação para pior implica, no médio prazo, em deteriorar a pós-graduação. Afinal os alunos da pós são, em geral, ex-alunos da graduação da UnB. Piorando a pós-graduação, vai ter consequencias na pesquisa científica da universidade, pois os verdadeiros soldados da pesquisa são os mestrandos e doutorandos. Eles é que ficam nas trincheiras da pesquisa, seja no campo ou na bancada. Pesquisa científica sem bons alunos de pós, é como um exercito sem soldados. Já imaginou um exército só com tenentes e generais?
.
Mas se temos um reitor que há decadas não faz pesquisa científica, e que - possivelmente - se esqueceu de seus ex-orientados, será que iria se importar genuinamente com a graduação ? Iria se importar com o fato de estar fazendo um grande mal à nossa instituição, implementando uma política educacional extremamente daninha ? (que vai dar diplomas genéricos de 2-3 anos, entre outras "alucinações").
.
Eu não colocaria meu filho Pedro (hoje com 9 anos) para estudar na universidade imaginada pelo sr Reitor. De forma alguma. Eu até preferiria vê-lo ganhando a vida no futebol, do que perdendo tempo com esta UnB-do-futuro.
.
Uma forma de mudar este futuro sombrio está ao nosso alcance. É bem simples. Basta um voto. Basta escolhermos um bom reitor em 2009. E esse nome não é Mulholland.
.
Por outro lado, se o sr. Reitor não se reeleger, o que farei deste blog ? Vou escrever sobre o que? Meus leitores brasilienses irão me abandonar. Será que mudo de ideia e passo a torcer pelo sr. Reitor ? Realmente, eu e Diogo temos muito em comum.
.
ps: Estou com a versão 13/12/2007 do Lattes do sr Reitor gravada em meu PC.
Marcadores:
O meu Reitor,
Reuni,
UnB (bad) News
Assinar:
Postagens (Atom)

