quarta-feira, 30 de abril de 2008

UnB News: Estudantes criticam presidente do STF

Oi pessoal,
Estou em Campinas, cansado, com sono.
Mas ainda tenho energia para o grupo de alunos da UnB que escreveu uma carta criticando o presidente do STF (que é prof da UnB) sobre a questão da ocupação da reitoria da UnB. Eles foram notícia no jornal O Globo de 28/04.
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1) Vejam o que saiu no Globo - clique aqui.
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2) Leiam a carta dos estudantes na íntegra, publicada no blog UnB Livre - clique aqui.
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PS: Adicionado em 01 de maio: Eles são do grupo UEI - União dos Estudantes Independentes. Fiz entrevista em podcast com um deles - o Paraná - durante a ocupação da reitoria (para ouvir, clique aqui).

terça-feira, 29 de abril de 2008

Ciência para milhões (palestra do MHL)

Palestra na Unicamp, amanhã:
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SEMINÁRIO DO CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM BIOLOGIA FUNCIONAL E MOLECULAR
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Dr. MARCELO HERMES-LIMA
Universidade de Brasília
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DIVULGANDO CIÊNCIA PARA MILHÕES
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DATA: 30/04/2008 (quarta-feira)
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HORÁRIO: 16:00 h
LOCAL: Sala da Congregação, bloco “L”, Instituto de Biologia
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MHL entrevistando o Prof Andrei Sposito, UnB, sobre o colesterol, na saúde e doença.

Para assistir os programas veja: www.painelbrasiltv.com.br (e procure a coluna do Ciencia Brasil)

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Medicina moderna: bumbum de silicone


Para dar uma relaxada no clima de tensão do blog !
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Clique na imagem para ampliar.
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PRÓTESE GLÚTEA
A procura do bumbum perfeito, arrebitado, firme e com formas arredondadas é o desejo de quase toda mulher, entretanto quando a opção para chegar a este fim é a colocação das próteses glúteas, a paciente candidata a este procedimento deve informar-se bem, ouvir o seu cirurgião plástico com responsabilidade em uma conversa franca, avaliar os prós e os contras de maneira individual e equilibrando o "modismo".
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A cirurgia plástica da colocação de próteses glúteas como qualquer outra cirurgia da especialidade, visa trazer o bem estar e a auto-estima de quem as procuras sem nenhum caráter milagroso.
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Para ler o texto completo, clique aqui.
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IMPORTANTE:
A Liga da Justiça está oferecendo, a preços módicos (80-90% de desconto), próteses de silicone para preencher espaços vazios nos cérebros de timotistas, neo-timotistas e ex-timotistas da UnB. Para os cristovistas (a nova "situação" na UnB) damos 50% de desconto !

Quantificando a qualidade dos artigos - uma tarefa possível ?

Oi pessoal
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Vejam abaixo trechos de um artigo do Prof Nagib Nassar (IB, UnB) sobre o debate a respeito de mudança de regras para se avaliar pesquisadores por parte do CNPq. O artigo foi publicado hoje no Jornal da Ciência.
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O texto é bem provocativo. Parece coisa de um certo blogueiro da UnB...
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"(...) O CNPq testemunhou várias tentativas (...) para mudar essas regras. Testemunhou, ainda, a publicação de vários artigos desse pesquisador, a respeito da questão, mas nada adiantou. Erney Camargo (ex-presidente do CNPq) defendia regras que valorizam a qualidade da produção cientifica. Como exemplo, seu pedido para que várias comissões ajustassem regras de julgamento e revogassem seus critérios, mas nada adiantou.
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O resultado de seu pedido aos comitês foi pouca mudança. Nada mais que mudar o número de artigos exigidos para que um pesquisador ascenda de um nível a outro, o resto ficou como antes.
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Se realmente a quantificação for necessária, ela deverá levar em conta, de uma maneira ou de outra, a qualidade do trabalho publicado, o tipo de revista e o índice de impacto do pesquisador. Um trabalho publicado na Nature ou na Science é diferente de um trabalho divulgado numa revista desconhecida.
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Um pesquisador que tem em suas publicações um índice de citação 1.000 ou até 500 tem que ser julgado de modo diferente daquele que não tem nenhuma citação em toda sua vida científica.
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Há outro fator alarmante que cresce no cenário científico brasileiro: a dependência. Trata-se de um termo usado pelos especialistas da política científica e que se refere ao fato de um grande número de pesquisadores se juntarem num único trabalho. Eles podem ser 10 ou até 12 pesquisadores autores de um único trabalho, em muitos casos. Essa estrutura não reflete uma contribuição científica realística da maioria dos autores, mas todos acabam ganhando pontos no sistema quantitativo. Se algum deles se restringiu à contribuição de lavar um vidro ou uma pipeta, sobrará com certeza alguém que nada fez. (...)"
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Para ler todo o artigo, clique abaixo:
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=55734

UnB News: Editora da UnB e MI Management - a massa já está no forno

Olá pessoal
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Pelo visto o pessoal do Correio é mesmo leitor do blog cienciabrasil. Vejam que eles devem ter lido o post UnB News: MI Management - Who are you ? (25/04/2008) e foram descobrir mais detalhes da MI Management - empresa citada na CPI das ONGs como suspeita de ser empresa-laranja. Esta empresa recebeu milhões da Editora da UnB durante a "dark age" de nossa universidade.
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Vamos primeiro ao que saiu no Jornal de Brasilia em 24/04:
"Segundo os senadores Antônio Carlos Júnior (DEM-BA) e Álvaro Dias (PSDB-PR), a MI Management, que trabalha com consultores associados, teria sido contratada pela Funsaúde para implantar um sistema de gestão de saúde pública. Contudo, a empresa possui apenas três funcionários e teria recebido, entre 2005 e 2007, R$ 2,46 milhões da Editora e R$1,5 milhão da Funsaúde. Para os senadores, a MI também tem indícios de ser uma empresa-laranja." (Fonte: clicar aqui)
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Vamos ler agora o saiu hoje, 28/04, no Correio Braziliense.
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Pente-fino em convênios
Integrantes da CPI das ONGs querem devassa da Receita Federal em empresa contratada pela Editora da UnB - por Marcelo Rocha.
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Na tentativa de rastrear o destino dado pela Editora Universidade de Brasília (EDU) aos milhões de reais recebidos da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), a CPI das ONGs levanta suspeitas em torno da atuação da MI Management Profissionais Associados, empresa que funciona num pequeno escritório no Setor de Autarquias Sul. De acordo com os técnicos da comissão, a Management recebeu da editora cerca de R$ 1,9 milhão em contratos sem licitação entre os anos de 2004 e 2007.
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No período, ainda segundo os dados em poder da CPI, a empresa foi beneficiária de R$ 2,2 milhões do governo federal. Ou seja, quase 100% de seu faturamento via verbas públicas teve origem na editora vinculada à Universidade de Brasília (UnB) (*). E se destinava a programas de atenção à saúde dos povos indígenas. Em requerimento apresentado à CPI, o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) propõe que a Receita Federal faça auditoria nas contas da empresa. O parlamentar justifica o pedido diante da desconfiança de a Management se tratar “apenas de uma entidade de emissão de notas fiscais” ( *:Nota do MHL: não foi tanto assim... vejam o caso de 2007 clicando aqui).
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O Correio consultou o CNPJ da empresa no banco de dados da Receita Federal. A MI Management atende, agora, pelo nome de Vertice Associados, e oferece consultoria em tecnologia da informação, além de administração de fundos por contrato ou comissão. Apesar de funcionar no 11º andar de edifício do Setor de Autarquias, consta no cadastro do Fisco um endereço do Riacho Fundo II como sede oficial da entidade — conjunto 2 da QN 7F. No local, há uma igreja evangélica.
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Pesquisa no Portal da Transparência, administrado pela Controladoria-Geral da União (CGU), revelou também que a Management recebeu até 2004 valores modestos — não superiores a R$ 10 mil — oriundos de órgãos da administração pública, caso dos ministérios do Turismo e Planejamento. Tratavam-se de parcerias que previam a capacitação de servidores nas respectivas áreas.
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A partir de 2005, porém, a empresa teve um salto significativo nos negócios, ainda segundo as informações da CGU. Naquele ano, a Management recebeu R$ 145 mil da editora da UnB. Nos dois anos seguintes, mais dinheiro: R$ 840 mil e R$ 870 mil, respectivamente. Os três convênios tratavam de cooperação em programas de atenção à saúde indígena. “A entidade realiza tarefas muito distante do seu propósito”, afirmou o senador Álvaro Dias, na proposta de devassa encaminhada à cúpula da CPI.
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Sem licitação
Na semana passada, em depoimento à comissão, o ex-diretor da EDU Alexandre Lima alegou “notório saber” para justificar a dispensa de licitação nas parcerias com a MI Management. A entidade que funciona no Setor de Autarquias Sul, porém, conta apenas com dois auxiliares administrativos e um motorista, além do diretor-presidente, Cleônides de Sousa Gomes.
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Não satisfeito com as explicações de Lima, o senador tucano entende que é necessária a investigação da Receita para saber os efetivos beneficiários do dinheiro transferido pela editora à Management. A CPI deve analisar o pedido de Álvaro Dias nos próximos dias. A empresa de Cleônides também é alvo de investigação do Ministério Público do Distrito Federal (MPDF).
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Empresário se defende
O Correio localizou Cleônides de Sousa Gomes na sexta-feira em seu escritório. Ele se restringiu a dizer que trabalha na administração de contratos dos associados, que seriam 500, e afirmou que “nunca trabalhou para a Editora UnB”, além de sustentar que não conhece o ex-diretor Alexandre Lima. O empresário disse que se manifestará sobre o assunto quando for notificado, sem dizer exatamente de onde espera tal notificação.
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Sobre o endereço no Riacho Fundo II, onde existe uma igreja evangélica (vide foto acima), Cleônides argumentou que já ocupou o local, mas há três anos se mudou para o Setor de Autarquias. “Não estou me escondendo. Meu endereço está no site da empresa. Não foi lá que você se informou para chegar aqui?”, ponderou.

Brasil, Brasil, mil vezes Brasil

Na foto (belíssima imagem !), alunos da UnB - estudantes patriotas.

domingo, 27 de abril de 2008

Quando começa e quando termina a vida?

Oi pessoal
vejam este email que acabei de receber:
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Prezado Marcelo
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Encaminho texto didático/elucidativo sobre a questãoo das células-troco. O texto do prof. Roberto Lent, da UFRJ, aborda assunto corrente no seu Ciencia Brasil. Boa leitura e parabéns pela continuidade do trabalho no site.
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Consideraçoes,
Carlos Garcia
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Ciencia Hoje Online - 25/04/2008
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Quando começa e quando termina a vida?
Ciência do desenvolvimento cerebral pode orientar decisões éticas sobre células-tronco embrionárias
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Roberto Lent, Prof. Titular da UFRJ
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Há poucos dias, procurou o Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) o ministro Carlos Alberto Menezes Direito, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele queria conversar com pesquisadores sobre o polêmico assunto da pesquisa com células-tronco embrionárias.
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Como todos sabem, esse tema foi regulamentado pela Lei de Biossegurança recentemente aprovada pelo Congresso Nacional, mas sofre questionamento de inconstitucionalidade por parte do Procurador-Geral da República, e está em julgamento no STF. A questão sob análise do STF é se a retirada das células-tronco de um blastocisto humano (embrião de poucos dias - vide imagem acima) representaria um atentado à vida.
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Queria saber o ministro: quando começa e quando acaba a vida humana? A pergunta é simples e direta, mas a resposta, não. Os biólogos sabem que a vida é um contínuo permanente, que se transfere de uma célula a outra e de um indivíduo a outro. Nunca começa e nunca acaba. Uma célula que se divide transfere a sua vida para as duas células-filhas. Do mesmo modo, a vida humana se perpetua através dos tempos, pois os indivíduos se reproduzem e a transferem a seus descendentes.
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Seria mais produtivo, talvez, mudar o foco da pergunta: quando começa e quando acaba a vida de um indivíduo humano? Nesse caso, é preciso primeiro definir o que é um indivíduo humano, o que o diferencia de outros seres da natureza. (...)
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Leia o texto na íntegra no site abaixo:
http://cienciahoje.uol.com.br/118247
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Para ler mais sobre células tronco no artigo de Ricardo Medeiros, PhD, escrito exclusivamente para nosso blog.
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Células-tronco em debate

Em Defesa do HUB - por Michelangelo Trigueiro

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Leitores,
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Acabei de receber a mensagem abaixo, e estou postando-a.
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É uma crítica relevante a um texto publicado por mim ontem sobre a Direção do HUB - Declaração "suicida" do MHL
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Prezado Marcelo,
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Sempre admirei sua coragem e honradez em defesa do bem público. Com relação ao HUB, conheço muito bem aquela história. Não concordo que a direção do HUB seja timotista de carteirinha. Nem todos os que ocuparam cargos na administração passada são assim. Neste sentido, respeitando a editoria de seu blog, apelo para a publicação do texto abaixo, em defesa do HUB.
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Um abraço
Michelangelo
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Em Defesa do HUB
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Gostaria de dizer que, como todo cidadão e como membro da comunidade universitária da UnB, preocupa-me muito a situação do HUB. Mas quero defender enfaticamente a direção do HUB. Seus problemas existem, principalmente, em razão da negligência e descaso da administração do ex-reitor Timothy, que não respondia aos pleitos antigos da direção do HUB, e também das reitorias anteriores. Conheço muito bem a honradez e competência do Dr. João Batista, ao tempo em que era membro da Câmara de Ensino de Graduação. Tenho por ele a maior admiração e respeito profissional. Acredito que também ele não está satisfeito com as situações que atingem muitos funcionários de lá. Espero sinceramente que o próximo reitor se comprometa, de fato, a resolver os problemas que não foram vencidos, enquanto as prioridades da ex-reitoria eram mais o benefício privado e os privilégios.
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Quero me solidarizar com a luta dos funcionários que sofrem e com a realidade dos estudantes, médicos, enfermeiros e demais profissionais da saúde. Precisamos colocar o HUB como prioridade máxima na lista de urgências da UnB. Precisamos apoiar as pessoas de bem, como seu atual diretor, e dar as condições reais para que nosso hospital universitário seja a grande referência nacional na área. É o meu mais sincero desejo.
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Peço ao editor do blog que considere minhas ponderações, dentro do espírito democrático e público que deve pautar nossas ações. É preciso, antes de qualquer coisa, conhecer a realidade. E disso não podemos nos omitir.
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Michelangelo Trigueiro
Prof. de sociologia da UnB
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Leitores,
Tendo em vista o artigo acima do Prof. Trigueiro, gostaria de corrigir uma injustiça que está em um texto meu postado ontem (ver aqui)

Onde se lê: Para a Direção do HUB que "me ama"
Leia-se: Para o ex-Reitor da UnB que "me ama"

Minhas sinceras desculpas aos diretores do HUB.

abraços,
Marcelo Hermes-Lima

UnB News: compra de imóveis na mira do MPDF

Oi pessoal,
Eu pensei que hoje pudesse dar um tempo de UnB. Mas estes jornalistas e esse pessoal do MP não me dão folga ! Caramba ! Será que podemos passar 1 dia ser "dark news" da UnB ?
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Clique na imagem acima para ampliar.
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Agora eu juro que vou passar o resto do dia com o laptop desligado. Vou pedir ao meu filho de 9 anos, Pedro Lobo (que mora no Rio), para moderar os comentários.
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Mas vamos pegar leve, pessoal ! A lista de comentários rejeitados já dá para escrever um livro chamado Hospício UnB :o)
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(Recebemos até denúncias sérias, gravíssimas - mas são impublicáveis. Elas são, porém, repassadas para as autoridades).

Blogs might become obsolete in a few years

Hi there,
This is an article sent by a friend, Prof Murilo Cunha (UnB, Brazil), a few days ago. Only today I had time to post it. Little by little the former Rector of UnB - Timothy - is becoming just past, stories for my grandchildren. However, these are stories to never forget.
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And what about bloggers ? Are we becoming very soon extint dinosaurs? Are we becoming stories for our grandchildren?
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Have a look in the article below, from The Chronicle of Higher Education.
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Blogs May Be Rendered Obsolete by New Technology
by Hurley Goodall
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Academics interested in blogging for research-review purposes might want to take notice to some new developments—and debates—happening on the Web.
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RSS feed aggregators are quickly becoming more sophisticated. New sites are cropping up, such as the recently-opened beta of Shyfter, which allow users to not only share their feeds, but also discuss specific posts in one place.
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Some bloggers have taken issue with those developments. They say that Shyfter benefits from the use of their content and draws away discussion from their own blogs to another site. It makes it harder to track comments to their posts and keep discussion going.
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The concept, however, doesn’t appear to be much different than what happens everyday on news sites such as Slashdot, which has a robust community of contributors.
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It seems the heart of the matter is who gets to moderate or control the discussion.
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Martin J. Weller, of the British-based Open University, has a forward-looking post on the evolving nature of blogging. He points out that blogs are having more competition with sites such as Twitter and FriendFeed for establishing discussion online because of their immediacy.
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If discussion moves away from blogs themselves, one wonders if bloggers would still have incentive to publish. — Hurley Goodall
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To see comments to this article, click here.

sábado, 26 de abril de 2008

Blog UnB Livre - Sucesso absoluto !

(clique na imagem acima para ampliar)
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www.unblivre.blogspot.com
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Este blog está sendo monitorado desde 13 de março, tendo recebido mais de 12 mil acessos (uma média de 275 acessos/dia) de pessoas de 45 paises do mundo. Vejam ao lado os acessos mais recentes do blog UnB Livre (clique na imagem abaixo para ampliar).
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O UnB Livre é um dos blogs que ajudou fortemente na derrubada do ex-reitor Timothy, que foi solidário com a Ocupação da Reitoria, e que tem pautado tudo que é errado na nossa universidade (propondo alternativas ao erro). Por isso temos merecido a atenção dos leitores.
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Agradecemos a você, leitor.
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Obrigado !
Thanks !
Merci !
Gracias !
Danke !

UnB News: Funsaúde na mira da CPI das ONGs

Olá pessoal,
O Jornal de Brasilia de hoje (26/04) está com uma excelente cobertura do adandamento da CPI das ONGs, que pretende convocar o ex-reitor Timothy para depor mais uma vez. A matéria inclui ainda uma denúncia serrísima de maus tratos de servidores do HUB (em especial os da cozinha e da lavanderia) - coisa de filme de terror. A antiga administração da UnB sabia de tudo e nada fez.
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Para ler a matéria completa clique aqui.
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Declaração "suicida" do MHL
Eu conheço esta história há meses (mas quem sou eu para mudar alguma coisa na UnB ?). Em breve o blog cienciabrasil trará um podcast com detalhes sórdidos dos decalabros que acontecem no HUB. Há relatos, por exemplo, que funcionarios teriam limitação de uso de banheiro para suas necessidades - tudo para que o serviço não pare. Para mim isso tem um nome: semi-escravidão. Se não fizer o que te obrigam, por mais humilhante que seja: rua.
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Para a Direção do HUB que "me ama": Podem me processar por difamação e/ou calúnia (isso é mais facil que resolver o problema, não?). Ai que a coisa vai esquentar. Tenho comigo muitas gravaçoes de depoimentos de servidores do hospital. Eles nunca prestaram queixa formal por um motivo apenas: medo.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Desmatar a floresta é a solução para o Brasil !

Olá pessoal,
Li a matéria da Folha duas vezes para ter certeza que não estava tendo alguma alucinação, algum efeito de meus medicamentos anti-timoti.
Mas é verdade. Pedi para um aluno do lab confirmar. E para ter certeza, fiz "prnt scrn" da tela do computador e colei acima.
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Para ler o que saiu no no texto, clique aqui - prepare seu estômago.

UnB News: MI Management - Who are you ?

Oi pessoal
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Aqui vai uma pequena investigação do Prof. MHL, para ajudar os senadores da CPI das ONGs. Trata-se de um empresa que interessa muito aos senadores. Esta empresa recebeu grandes quantias de verbas da UnB, especialmente via Editora da UnB.
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MI - MANAGEMENT SOCIEDADE DE PROFISSIONAIS ASSOCIADOS
CNPJ: 05.443.449/0001-48

http://www.mi.org.br/
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Verbas recebidas em no ano-exercício de 2008, de acordo com o Portal da Transparência, Clicar aqui.
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Verbas recebidas em 2007; Clicar aqui.
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Verbas recebidas em 2006; Clicar aqui.
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Verbas recebidas em 2005; Clicar aqui.
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Verbas recebidas em 2004; Clicar aqui.
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Não estou colocando esta empresa sob qualquer suspeita. Porem, os senadores da CPI das ONGs estão. Isso foi divulgado em toda a mídia. Porém, eu gostaria de saber quais os serviços prestados pela MI para a UnB.
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Que benefícios a UnB teve ao contratar esta empresa entre 2004 e 2008 ?
. A figura acima mostra a evolução as verbas recebidas pela MI (em azul). Em 2007 foi mais de R$ 1,1 milhão. Em violeta, o gráfico mostra o percentual de participação da UnB como origem das verbas recebidas pela MI. Observe que em 2004 era 34%, passando a mais de 90% em 2006. Em 2008, dos R$ 8,6 mil recebidos pela MI, R$ 8 mil vieram da UnB.
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Muitos leitores devem me achar petulante, ou mesmo arrogante, de "ficar fazendo o trabalho do MPDF" - o que não é verdade. Estou apenas "dando um help" para os senadores, e sendo um pouquinho exibido - adoro holofotes !
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Pronto, podem falar mal de mim a vontade !
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ps: Um colega professor de chamou outro dia de Tom Paine da UnB. Sabem quem foi ele?

A fortuna das ONGs universitárias

Olá pessoal,
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Deu no blog do Senador Álvaro Dias
www.blogalvarodias.com/
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25/04/2008 - Dados encaminhados pelo Ministério da Fazenda à CPI das ONGs revelam repasses de R$ 15 bilhões para 7.670 Ongs, entre 1999 e 2006.
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Levantamento do TCU mostra que quase a metade desse valor foi destinado para Fundações de Apoio de Universidades Federais entre 2002 e 2007. O TCU só considera repasses de órgãos federais, não incluindo os negócios milionários feitos pelas Fundações de Apoio com estados e prefeituras.
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E mais:
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TCU fará auditoria nacional em fundações de apoio
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Criadas para atrair investimentos em ensino e pesquisa e dar mais agilidade à gestão das universidades, as fundações de apoio viraram sinônimo de descontrole do dinheiro público. Só em 2007, as 86 fundações credenciadas no Ministério da Educação (MEC) e no Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) - todas elas sem fins lucrativos - receberam R$ 825 milhões de diferentes órgãos do governo federal, segundo levantamento da ONG Contas Abertas, com base no Portal da Transparência.
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Leia a íntegra no Blog do jornalista Demétrio Weber, do Globo.

Um universo em transformação

Olá pessoal,
Para ver estas lindas imagens em resolução bem melhor e poder ler o texto (que saiu hoje no Jornal de Brasília), clique aqui.
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Em tempo:
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O Jornal de Brasilia traz ainda novidades quentíssimas sobre as supostas mega-irregularidades da Editora da UnB. Tem a ver com a 9a Praga do Egito que aflinge a UnB. Saiba tudo no blog Unb Livre, clicando aqui.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

UnB News: Remoendo o passado (do ex-reitor)


Olá pessoal,
Recebi este email de um colega, professor da UnB. Não pude deixar de compartilhar com todos:

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Marcelo,
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O Timothy recebeu a comenda de Green Prize of the Americas 2006, na Categoria "Desenvolvimento Sustentável". Quer rir um pouco? Veja:
www.greenmeeting.org/prize.htm

Sabe o que é o greenmeeting?
Sabe onde fica ? Veja o endereço:

Green Meeting of the Americas - GREENMEETING
Secretariat: SCS, Qd. 04, Bl. A, Ed. Anápolis, 304, Cep. 70304-910 – Brasília, DF. - Brasil.

Ué, este prédio não é da UnB?


Abraços,
(Um professor do IB-UnB)

Governo repassou R$ 6,6 bilhões a fundações de apoio

Olá leitores:
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Deu no blog do Demétrio Weber
http://oglobo.globo.com/blogs/educacao/
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Governo repassou R$ 6,6 bilhões a fundações de apoio
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22/4/2008- 21:28 h
Chega a R$ 6,6 bilhões o valor repassado pelo governo às fundações de apoio das universidades federais, entre 2002 e 2007. O cálculo foi feito pelo Tribunal de Contas da União (TCU), com base no Siafi, o sistema de informações que registra a liberação de recursos federais.
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O levantamento considerou apenas 84 fundações de apoio, duas a menos do que as 86 credenciadas atualmente no Ministério da Educação e no Ministério da Ciência e Tecnologia. Ou seja, o montante deve ser ainda maior.
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Sem falar que o TCU contabilizou somente as transferências do governo federal. Ficaram de fora repasses de prefeituras, governos estaduais e iniciativa privada.
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As fundações não estão sujeitas às regras do setor público. Podem comprar e contratar sem licitação.
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Pelo que revelam as investigações do Ministério Público, é alto o risco de que boa parte do dinheiro tenha escorrido pelo ralo.
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Comentários no Blog do Demétrio
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Felizberto - 23/4/2008
O governo Lula cortou 53% das verbas destinadas ao combate à dengue e a malária. E já disse que vetará o aumento aos aposentados.E continua viajando freneticamente, batendo todos os recordes, e no luxuoso AEROLULA, com enormes comitivas.Mas para estes escândalos sobra dinheiro, e muito!E as famosas ONGs então?
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Jorge Marcos Barros - 23/4/2008
Com o regime da didatura militar já em transição essas fundações foram criadas basicamente com dois objetivos, o primeiro foi para atender a imperiosa demanda das universidades públicas daquela época diante do burrocrático Decreto Lei 200 que imperrava a velocidade de modernização dessas estratégicas e importantes instituições, e a segunda foi para conter a evasão de seus doutores e cientistas para a iniciativa privada nacional ou internacional. Sendo uma fundação um instrumento do direito privado para atender um interesse público, ela é considerada uma EXCRESCÊNCIA JURÍDICA, mas mesmo assim ela nasceu com um excelente propósito: VIABILIZAR AS UNIVERSIDADES PÚBLICAS BRASILEIRAS, mas tragicamente os PHDeuses dessas universidades, por serem em sua grande maioria, ALIENADOS SOCIALMENTE, como é o caso desse absurdo reitor da UNB, destruíram esse magnífico projeto de conceder as UNIVERSIDADES PÚBLICAS BRASILEIRAS uma dinâmica para administrar tanto o público quanto o privado.
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MariaCristina - 22/4/2008
Uma parte considerável do corpo docente das universidades públicas incluindo todas os sindicatos associados a elas e a quase totalidade dos estudantes, vinham denunciando as fundações de apoio desde o início da década de 90, quando elas surgiram.Porém a mídia, principalmente as Organizações Globo, sempre abafaram estes manifestos, e fartamente divulgaram editoriais sobre a necessidade destas fundações como o caminho natural para tornar a universidade pública "eficiente".
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Deu no que deu...
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Estamos vendo a história repetir-se com as fundações ligadas à saúde.Solicitamos à mídia, especialmente às Organizações Globo, que ajam em prol da coisa pública, e não dos interesses privados de amigos empresários e outros grupos que utilizam "parcerias" com órgãos públicos para ganharem vantagens nas disputas do mercado, fugindo da concorrência leal com as outras empresas que não se envolvem com este tipo de corrupção.

Brasil: Novos terremotos - velhos terremotos

Olá pessoal,
Meu grande amigo, professor Alberto Veloso, último entrevistado do Ciência Brasil TV (veja: A Ciência dos Terremotos - Parte 1 ), escreveu um artigo sobre o terremoto que abalou São Paulo, que foi publicado hoje na Folha de São Paulo. Ele me pediu que o artigo fosse postado no blog cienciabrasil.
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Alertas do passado
por ALBERTO VELOSO
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É pequena a probabilidade de grandes destruições por aqui, mas isso é só estatística que, por vezes, a natureza teima em desconsiderar
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CONSIDERÁVEL porção do território brasileiro acaba de ser sacudida por um terremoto de magnitude 5,2, com epicentro no mar, a mais de 200 km da costa paulista. Surpresa para muitos, preocupação para outros, mas logo quase tudo cairá no esquecimento.
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O título deste artigo corresponde a um dos capítulos de livro em fase de preparação sobre tremores de terra no Brasil. Muitos se surpreenderão com as informações lá contidas.
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Longe de qualquer alarmismo, são apresentados fatos e reinterpretações de acontecimentos ligados aos efeitos de antigos terremotos brasileiros: alteração da topografia do solo, modificação do nível do mar, deslizamentos de terra, destruição de construções, pessoas feridas e mortas.
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Ninguém gosta de relembrar coisas ruins. Esquecer terremotos faz parte dessa lista, e isso vale até para os países onde eles acontecem com freqüência. Mas alguns têm de continuar pensando e pesquisando sobre o assunto e, nesse caso, o problema está nas mãos dos sismólogos brasileiros.
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Diferentemente de anos atrás, muitos já sabem por que o Brasil tem poucos terremotos. Estamos localizados quase no meio de uma grande placa tectônica, distante de seus limites, onde os terremotos são mais freqüentes e extraordinariamente maiores. A situação de baixo risco não é imutável. Regiões intraplacas -"grosso modo" similares ao Brasil- já foram perturbadas por grandes terremotos: EUA, Austrália, Índia e China. Isso não é condição determinante para esperarmos o mesmo, mas não se pode negar que há um perigo latente, que pode se manifestar amanhã ou aflorar só para gerações que nem nasceram.
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Sabe-se que os terremotos podem acontecer em qualquer lugar e não necessariamente precisam ter magnitudes elevadas para ocasionar danos severos. Ter seu epicentro localizado abaixo ou próximo de uma cidade de porte, com edificações precárias, talvez seja o principal fator para aumentar seu poder de destruição.
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A probabilidade desse cenário para o Brasil é pequena, considerando o tamanho das concentrações urbanas em relação à extensão do país e o baixo número de tremores de terra. Mas isso é só estatística que, muitas vezes, a natureza teima em desconsiderar.
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Na metade da década de 1950, foram registrados os dois maiores terremotos brasileiros, com magnitudes 6,2 e 6,1. Em um intervalo inferior a 80 anos ocorreram dez outros, com magnitudes entre 5 a 5,5. Danos vultosos se devem creditar ao tremor de João Câmara, no Rio Grande do Norte, em 30/11/86. Foram 4.348 edificações danificadas em uma cidade que ficou deserta - a maioria de seus habitantes fugiu, trazendo problemas sociais de toda espécie.
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Terremotos como o de anteontem [sentido em São Paulo] não são infreqüentes na margem continental brasileira. Basta lembrar de um em 28/2/55, no Espírito Santo, com magnitude de 6,1; um em Santa Catarina, em 28/6/39, com magnitude de 5,5; outro no Rio Grande do Sul, em 12/2/90, de 5; e um no Rio de Janeiro, no dia 24/10/72, de 4,8.
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Dezenas de eventos menores são comumente registrados em frente aos Estados costeiros do Espírito Santo até Santa Catarina. Informações centenárias dão conta de outros terremotos importantes, um deles sentido em Vitória (ES), em 1767, com provável epicentro próximo ao de 1955, mas com magnitude possivelmente maior.
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Abalos sísmicos distantes da costa não costumam trazer grandes problemas para os habitantes das regiões litorâneas. Pelo menos tem sido assim: muitos sustos, alguns contratempos e estragos de pequena monta.
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Mas é preciso lembrar que, na atualidade, mais do que nunca, nossos olhos estão direcionados justamente para as águas do Atlântico, mais precisamente para as enormes riquezas - não totalmente dimensionadas - encobertas por milhares de metros de água e rochas, como gás e petróleo.
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É de esperar que a indústria petrolífera tenha um de seus olhos mirando nossos tremores de terra, também.
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A presença desses fenômenos naturais na margem continental deve ser um dos fatores na avaliação do risco a que está sujeita a complexa infra-estrutura existente e planejada para nossas bacias petrolíferas marinhas.
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Em uma tarde de domingo, um importante governante do país sentiu um terremoto, se interessou pelo assunto e incentivou outras pessoas a estudar o tema. Desde então, houve muito progresso e se aprendeu bastante a respeito de nossos tremores de terra. Mas, como esses fenômenos vão continuar acontecendo, nada melhor do que seguir as recomendações daquela antiga autoridade: estudá-los. Afinal, o pedido partiu, nada mais, nada menos, do que de um imperador: Sua Majestade, Dom Pedro 2º.
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ALBERTO VELOSO, 64, geólogo e geofísico, mestre em geofísica e professor aposentado da UnB (Universidade de Brasília), é o criador do Observatório Sismológico dessa universidade.
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Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz2404200808.htm
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Vejam outros posts sobre terremotos, postados neste blog:
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(artigo do Prof. Veloso)

UnB News: Nona Praga do Egito está chegando ?


Olá pessoal,

Já tem algum tempo que venho falando da chegada - a qualquer momento - da 9a Praga do Egito sobre a UnB. E que tal praga envolveria pilhas de notas frias e empresas-fantasma, pagas com verbas da Educação.
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Pois bem, durante o depoimento de ontem (na CPI das ONGs) do sr Alexandre Lima, ex-diretor da Editora da UnB, se aventou a possibilidade de pagamentos milhonários a uma certa empresa do DF - a MI Management. Seria o início da nona Praga ?
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Vejam um trecho do que saiu hoje no Correio Braziliense:
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O senador Antonio Carlos Júnior (DEM-BA), integrante da CPI das ONGs, afirmou que a Editora UnB pagou R$ 2 milhões, por “notório saber”, sem licitação, à empresa MI Management. Tal firma, segundo o parlamentar, tem três funcionários — dois auxiliares administrativos e um motorista. Alexandre Lima afirmou que a empresa trabalha com consultores associados. O senador considerou as respostas de Lima “evasivas”.
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Insatisfeito com as explicações, o senador José Agripino (DEM-RN) pediu a quebra de sigilo bancário e fiscal do ex-dirigente da Editora UnB. O pedido foi reforçado pelo senador Álvaro Dias (PSBD-PR).
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Para ler o conteúdo completo da matéria de hoje do Correio, assinada por Renato Alves, vejam o blog UnB Livre - clique aqui.
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Para saber mais sobre o sr Alexandre Lima, ver os posts abaixo:
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Vamos rever as Pragas do Egito ? (são 10)
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1) O apto. de super-luxo da Reitoria (e as lixeiras de 900 reais...)
2) Saques e mais saques em cartões corporativos na UnB
3) Problemas na Finatec, incluindo a ligação com prefeituras do PT
4) Editora da UnB: gastou R$ 49 milhoes e publicou 50 livros
5) O prédio "mal assombrado" da FUBRA (desperdício de verbas)
6) Funsaúde, Funasa, canetas Mont Blanc, etc (e índios sem saúde)
7) (ex) Vice-Reitor - "Tour" pela Ásia e pagamento de jantares
8) R$ 30 milhões do REUNI nas mãos da Finatec - Desvio de função
9) Pagamentos para MI Management et al ?
10) ? ?
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Vamos relembrar um vídeo do DFTV, de 21 de fevereiro ? Foi quando a Editora da UnB começou a dar sinais de que algo estaria errado... Clique aqui.
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Trechos da matéria:
" A Editora gastou o recurso em loja de festas, roupas para crianças e mais de R$ 20 mil com um Sindicato da Construção Civil de Roraima. No total, 2.500 pessoas receberam R$ 16 milhões. Cinco nomes, que não foram divulgados, ganharam mais de R$ 50 mil.
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Entre as pessoas que receberam por serviços prestados está Lorena Virginia Diniz Cabral Costa, mulher de Alexandre Lima, diretor executivo da Editora. Ela é a quarta pessoa que recebeu mais dinheiro: R$ 77,7 mil. "

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Cientistas drogados e turbinados: é o efeito "Publish or Perish"

"Enquete indica que 20% dos pesquisadores fazem uso "instrumental" de remédios. Fármaco mais popular no meio acadêmico é Ritalina, contra déficit de atenção; substância é usada para melhorar a concentração."
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Rafael Garcia escreve para a Folha de São Paulo
(11 de Abril de 2008)
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Cientista usa drogas para "turbinar" desempenho
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Uma enquete com 1.400 cientistas realizada na Internet pela revista britânica "Nature" revela que já está disseminado na comunidade acadêmica o uso de drogas para melhorar o desempenho intelectual. Um em cada cinco entrevistados disse já ter feito uso "instrumental" de remédios que normalmente são usados para tratar problemas psiquiátricos.
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A droga mais popular entre os cientistas, ao que parece, é a Ritalina, usada para tratar crianças com TDAH (transtorno do déficit de atenção por hiperatividade). Segundo entrevistados, ela melhora a capacidade de concentração para estudos e pode valer a pena mesmo tendo efeitos colaterais.
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A enquete da "Nature" sobre o assunto foi iniciada no começo do ano, motivada por um artigo de pesquisadores da Universidade de Cambridge sobre aspectos socais e éticos desse novo fenômeno. A idéia do trabalho veio de um editorial da própria "Nature", que defende a pesquisa de drogas com propósito específico de melhorar desempenho acadêmico.
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Leia o artigo completo clicando abaixo:

UnB News: Alexandre Lima fala na CPI das ONGs e entrega ex-reitor

Deu no Portal Terra as 13:41 h
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UnB: ex-diretor de editora responsabiliza ex-reitor
por Marina Mello
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O ex-diretor da Editora da Universidade de Brasília (UnB) Alexandre Lima disse em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das ONGs que foi a pedido do ex-reitor Timothy Mulholland que ele autorizou a compra de nove canetas de luxo Montblanc - no valor de R$ 9 mil. As canetas foram usadas para presentear professores.
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Leiam mais abaixo:
http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI2772479-EI306,00.html
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Em tempo:
Vejam o que saiu hoje no Globo Online:
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Senadores querem quebra de sigilo de diretor da editora da UnB
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Trechos:
(...) Respondendo a questionamentos do relator da CPI, senador Inácio Arruda (PCdoB-CE), Alexandre Lima garantiu que apenas recebia as demandas da reitoria e repassava os pedidos à Fundação de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico na Área de Saúde (Funsaúde), que pagava as contas. (...)
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Sobre o convênio Funsaúde-Funasa, disse: " Eu apenas ordenava as despesas, não tive participação em nenhuma das compras. Para mim, eram recursos próprios da universidade. Se fosse dinheiro do convênio, as contas seriam glosadas" (...)
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Leiam a matéria na íntegra clicando aqui.
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Vejam ainda a matéria da Agência Brasil:
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CPI vê indícios de tráfico de influência e uso irregular de dinheiro público em editora da UnB
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Trechos :
“Ficou bem clara a necessidade de aprofundar a investigação. O depoente foi muito superficial, fugiu das respostas mais claras, fica muito claro que há desvio de dinheiro público”, afirmou o presidente da CPI, senador Raimundo Colombo (DEM-SC). (...)
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Entre essas empresas [que receberam recursos da UnB] está a LMR Softwares, da qual o filho de Lima e o ex-marido da atual esposa dele são sócios. A LMR teria recebido R$ 100 mil da Funsaúde em 2007. Outra irregularidade estaria no convênio da editora com o Instituto Universitas, ONG que é de propriedade de uma funcionária da editora, Maria Delzeni Ribeiro. A filha de Delzeni foi sócia do filho de Alexandre na Poranduba Comunicações, empresa que também recebeu verbas para execução de projetos da universidade. (...)
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Será também convocado a prestar depoimento [na CPI das ONGs] o dono da empresa MI Management, que segundo Colombo teria recebido de 2005 a 2007 mais de R$ 2 milhões da Editora UnB e outros R$ 1,5 milhão da Funsaúde. De acordo com Colombo há sérios indícios de que essa seja uma empresa-laranja.
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Leiam a matéria na íntegra clicando aqui.

Acessos ao blog: de 01 de março até ontem


Olá pessoal,
Apenas para irritar os apoiadores do ex-reitor - os timotistas. Vejam como nas últimas duas semanas tivemos records de audiência. Foram 4 picos de mais de 1,000 acessos.
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Leitores: Muchas gracias !

UnB News: Biólogos homenageados

Profa Beth Talá - Da química de proteínas à bioquímica nutricional.
............Leiam aqui o belo discurso da profa Talá.

Prof Carlos Felix - Uma vida dedicada as enzimas: seja na ciência pura ou aplicada (clique na imagem para ampliar).

Prof. Felix e o biólogo-fotógrafo MHL
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Profa Cláudia Renata - virologista (6 meses de saudades)
Ver post de outubro-2007: Adeus a uma querida cientista da UnB.
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Estes 3 profs foram homenageados pelo colegas do Instituto de Biologia no dia 04 de abril. O filho da Cláudia Renata recebeu a homenagem em nome dela.

terça-feira, 22 de abril de 2008

University of Brasilia: Rector withdraws over fund scandal (April 10)

A Brazilian university rector was forced to withdraw earlier this month following student protests against his alleged involvement in a fund abuse scandal, reports China View.
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Brazilian university rector withdraws over fund scandal
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RIO DE JANEIRO, April 10 (Xinhua) -- A Brazilian university rector was forced to withdraw Thursday following student protests against his alleged involvement in a fund abuse scandal.
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Timothy Mulholland, of the University of Brasilia (UnB), said in a statement that he will leave his position for 60 days to safeguard "efficiency," "transparency" and "legality" during the investigation into the incident.
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According to the Public Prosecution Office, 470,000 reais (280,000 U.S. dollars) of a fund earmarked for the development of the state-owned UnB, were used to decorate the rector's apartment, where he lived with his family for one year. Luxury items were purchased, including a rubbish bin worth almost 1,000 reais (595 dollars).
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Mulholland told the press that the purchase of the furniture was "an institutional decision" which he did not take part in, but the decorator in charge informed the prosecutors that she had a meeting with the rector and his wife to discuss the decoration plan.
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A group of 338 teachers, including Vice Rector Edgar Mamiya and five deans, approved the temporary withdrawal of the rector.
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Students have been occupying the university's headquarters building for almost a week, despite a local court ruling that ordered the end of the demonstration. Water and energy supplies have been cut to the students.
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According to the movement's leaders, Mulholland's withdrawal was their "first victory" but their demands go further than that, as the rector was only one part of a "corrupted system." They said the protest will continue at least up to Monday when an assembly will be held.
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Meanwhile, public prosecutors also charged UnB's publishing company with spending money originally for a health program for the indigenous population by hiring fancy catering services for events. Some of the events organized by the company even offered caviar to the guests.
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After story:
The rector did withdraw for good on April 13. On April 15 a new rector (Prof. Roberto Aguiar) was elected for 180-day mandate.
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Fundações de universidades sob a mira do TCU

20/04/2008 - O GLOBO
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TCU investigará fundações de universidades
Só em 2007, entidades receberam R$ 825 milhões de órgãos do governo federal, mas não são fiscalizadas
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por Maria Lima e Demétrio Weber
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BRASÍLIA - Criadas para atrair investimentos em ensino e pesquisa e dar mais agilidade à gestão das universidades, as fundações de apoio viraram sinônimo de descontrole do dinheiro público. Só em 2007, as 86 fundações credenciadas no Ministério da Educação (MEC) e no Ministério da Ciência e Tecnologia - todas elas sem fins lucrativos - receberam R$ 825,5 milhões de diferentes órgãos do governo federal, segundo levantamento da ONG Contas Abertas, com base no Portal da Transparência.
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Alarmado com os indícios de mau uso dos recursos, o Tribunal de Contas da União (TCU) vai realizar auditoria nacional em todas as fundações de apoio. A investigação foi aprovada na última quartafeira e será iniciada nas próximas semanas: - Os desvios têm ocorrido no Brasil inteiro. As fundações passaram a ser usadas de forma muito ampla, com atribuições administrativas que não correspondem à proposta inicial de sua criação - diz o ministro do TCU Aroldo Cedraz, um dos autores do pedido de auditoria.
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Ninguém sabe como foi gasto. (...)
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Para ler a matéria completa, clique aqui.

Ciência, uma das mais fascinantes criações humanas

"Com freqüência, as descobertas mais brilhantes surgem de pessoas que se fazem o que em outros tempos pareciam perguntas bobas"
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artigo de Nora Bär (ciencia@lanacion.com.ar)
Editora de Ciência e Saúde do jornal argentino "La Nacion".
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Hoy se lanzan una serie de iniciativas destinadas a mejorar la enseñanza y el aprendizaje de las ciencias naturales y la matemática en las escuelas. Se trata de un programa diseñado por los ministerios de Ciencia y Educación, en el que intervino un comité de expertos que reúne a algunos de los más destacados investigadores del país.
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Ojalá ayude a reparar la imagen distorsionada que muchos chicos - y también maestros y profesores - tienen de una de las más fascinantes creaciones humanas, capaz de combinar raciocinio e imaginación, cordura y locura por partes iguales. Y a cuyos apasionados cultores los consume una curiosidad insaciable que puede llevarlos a extremos imprevisibles.
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Leia o artigo completo clicando aqui.

Lula visita Papuda (HUMOR)


O diretor da peninteciária, com ajuda de um megafone, diz aos presos no pátio:

- Atenção! Chega de moleza! Chega de bandalheira!
Quero todo mundo varrendo e limpando toda essa bagunça!
Amanhã chega o presidente Lula ...

Um dos presos comenta com outro:

- Uaaaau !! Custou, mas prenderam o safado !!

UnB News: Candidatos a reitor começam a se mostrar

Olá pessoal,
Vejam o que saiu hoje no site Ucho.info - http://www.ucho.info/1597.htm
Este site tem mais de 25 mil acessos por dia !
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Por Thais Margalho
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Estica e puxa
Enquanto o reitor pro-tempore da Universidade de Brasília, professor Roberto Aguiar, tenta arrumar a casa, os diversos grupos políticos da universidade já deflagraram o processo sucessório. Pelo menos dez professores já se apresentaram como pré-candidatos, mas dos três principais grupos políticos da universidade podem sair quatro candidatos principais. O grupo ligado ao PT deverá lançar a professora Lourdes Bandeira, do departamento de Sociologia, segunda colocada na escolha da reitoria pro-tempore. Do mesmo grupo também participa o professor Marco Amato, que é atualmente um dos decanos do professor Roberto Aguiar. O Grupo do PT sempre fez oposição ideológica ao ex-reitor, Timothy Mulholland, sem apresentar força política. A professora Lourdes é também um nome importante na Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres da Presidência da República.
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Fogueira de vaidades
Outro grupo de expressão é co-liderado pelo professor Marcelo Hermes, UnB Livre, que teve participação bastante ativa nas denúncias contra o ex-reitor por malversação do dinheiro público. O grupo por enquanto ainda não lançou um candidato. Da antiga base de Mulholland pode sair mais de um pretendente. Dentre os nomes está o do diretor da Faculdade de Tecnologia, professor Humberto Abdalla, que deve trazer um discurso de reconstrução da universidade. Para fortalecer a chapa, é possível que haja uma coligação com professores de outros departamentos, como o professor Norair Rocco, do Departamento de Matemática. Ainda do antigo grupo de Timothy pode vir o nome do professor Volney Garrafa, que agora também critica o ex-reitor.
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"Brasil: se cobrir vira circo, se cercar vira hospício." (Ucho)
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Fotografia: Prof MHL com sua mais potente arma: o nariz vermelho.

UnB News: Editora e Funsaúde mais um vez sob os holofotes da mídia

Olá pessoal,
Vejam o que deu no Correio Braziliense de hoje. É grave !
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Fundações:
Multiplicação de rendimentos
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Procuradores federais investigam indícios de enriquecimento ilícito do ex-presidente da Editora UnB Alexandre Lima com dinheiro de convênio assinado com a Funasa
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(por Renato Alves - equipe do Correio)
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O ex-diretor-executivo da Editora Universidade de Brasília (UnB) Alexandre Lima teve movimentação financeira incompatível com as declarações de renda apresentadas em 2004, 2005 e 2006. Ele aumentou o rendimento em sete vezes de um ano para outro. As informações constam de uma ação de improbidade administrativa tocada pelo Ministério Público Federal (MPF) desde o fim do ano passado. Procuradores da República denunciaram Lima à Justiça pelo mesmo tipo de crime, em janeiro último, por causa da contratação de funcionários fantasmas.
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No processo ainda em curso, procuradores federais enfatizam a desconfiança de que Alexandre Lima enriqueceu com verbas da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), por meio de convênio assinado com a Fundação Universidade de Brasília (FUB) em 2004. “Aliado ao ato de improbidade já constatado (aplicação irregular de verbas públicas), leva-nos a concluir que há fortes indícios de que aquele (Lima) tenha se locupletado (feito fortuna) ilicitamente”, ressaltam em trecho da ação contra o ex-diretor-executivo da Editora UnB (veja fac-simile abaixo). Os procuradores não dão entrevista sobre o caso.
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A FUB transferiu o contrato com a Funasa para a Fundação Universitária de Brasília (Fubra). Desde 2007, o projeto era executado pela Fundação de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico na Área de Saúde (Funsaúde), sob coordenação de Alexandre Lima, então diretor-executivo da editora. Segundo investigação do Ministério Público do Distrito Federal (MPDF), a taxa de administração do contrato assinado entre Fubra e Funsaúde aumentou de 5% para 7,5%. A diferença de 2,5%, de acordo com o MPDF, era depositada em conta administrada por Lima, que autorizava e pagava as despesas.
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A Editora UnB recebeu R$ 49 milhões do Ministério da Educação (MEC) ano passado, segundo o Portal da Transparência, do governo federal. Os maiores gastos da Editora em 2007 foram repasses a fundações de apoio. Só a Funsaúde ganhou R$ 13 milhões (26,5%). Quase todo esse valor é justificado como gastos em “atenção à saúde dos povos indígenas”. Mas auditoria do MPDF revelou que parte do dinheiro destinado à melhoria de vida dos índios da Região Norte do país financiou viagens — inclusive de parentes de Alexandre Lima — e artigos de luxo, como canetas Mont Blanc.
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O MEC não é a única fonte de receita da Editora UnB. Ela também recebe recursos de uma série de convênios. Somente em 2007, a editora atuou em 57 programas, que lhe renderam R$ 79 milhões. A princípio, ela só editaria livros e outras publicações acadêmicas da universidade. Como a unidade não recebe subsídio do orçamento da UnB, buscou outras fontes de financiamento dos projetos. Com isso, passou a executar contratos para as mais diversas finalidades, da recuperação de livros à gestão da saúde de índios em Roraima.
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Sem servidores suficientes para fazer tantos projetos, a editora recorria à mão-de-obra terceirizada, por meio de contratos temporários. Na execução dos programas, os funcionários viajam para outros estados e até para fora do país. Com isso, além do dinheiro pelo trabalho, ganham diárias, passagens e hospedagens. Só no ano passado, a editora consumiu R$ 2,1 milhões com viagens de funcionários do quadro e terceirizados, valor 110% superior ao registrado no ano anterior, quando gastou R$ 996 mil com essa rubrica.
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A Editora UnB usou dinheiro que deveria ser destinado à melhoria do atendimento à saúde dos povos indígenas para financiar a viagem pelo Japão, Taiwan e Coréia do Sul, de ao menos seis pessoas sem vínculos com a universidade. Entre eles, o casal dono da Faculdade Michelângelo, instituição de ensino particular do DF. O grupo fazia parte da comitiva do então vice-reitor da UnB, Edgar Mamiya, durante visita aos três países, em outubro do ano passado. Cada um dos 11 acompanhantes ganhou R$ 10,5 mil por 15 diárias. E um dos donos da Michelângelo recebeu o dinheiro mesmo sem ter viajado, admitiu Mamiya no último dia 10, dois dias antes de pedir renúncia do cargo
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Depoimento na CPI das ONGs
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Alexandre Lima está convocado para depor às 11h de amanhã (23/04/2008) na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das ONGs, no Senado Federal. Ele terá de explicar a liberação de R$ 14 milhões, destinados a pagamento de serviços de terceiros, para a Funsaúde. Esta é a segunda convocação de Lima. Ele faltou à sessão de três semanas atrás. Alegou problemas de saúde, mas não informou a doença nem seu estado clínico. O Correio ligou durante quatro dias para o telefone celular de Lima. Ele não atendeu nem retornou as ligações. Lima entregou o cargo há duas semanas.
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Contratos rescindidos
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Por causa das denúncias, a Funasa rescindiu, na semana passada, o último dos três contratos firmados com a FUB em 2004. A atitude foi tomada principalmente por causa de investigação do MPDF que apontou, entre outras coisas, desvio de verbas da melhoria do atendimento à saúde de 13 mil índios da etnia Xavante, para viagens nacionais e internacionais, festas, jantares e produtos importados considerados supérfluos.
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Outro convênio semelhante, assinado há quatro anos, foi condenado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em 2007. Os ministros concluíram que parte dos quase R$ 26 milhões repassados à FUB acabou desviada da finalidade — a assistência a 15 mil indígenas de tribos yanomâmis de Roraima e Amazonas. Eles julgaram ilegais a terceirização de serviços, falta de licitações, pagamento a pessoas lotadas em Brasília e fretamento de aeronaves.
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Os argumentos da condenação do convênio para atender os índios de Roraima e Amazonas são os mesmos do MPDF contra o contrato da Funasa com a FUB em prol dos xavantes. Os promotores de Justiça têm pilhas de comprovantes de despesas com bufês, aparelhos eletrônicos, canetas importadas e passeios, autorizadas pela Editora UnB com dinheiro da Funasa. A documentação sustenta a segunda fase da investigação sobre as fundações ligadas à UnB, iniciada pela Fundação de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Finatec) em agosto de 2007, e que resultou na renúncia do reitor Timothy Mulholland. Ele foi denunciado, há 10 dias, por improbidade administrativa no caso Finatec.
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Já Alexandre Lima foi denunciado, também por improbidade administrativa, em janeiro, com mais três pessoas. Nesse caso, ele é acusado de desviar dinheiro da UnB para o pagamento da folha salarial de 108 funcionários do MEC. Os recursos deveriam ser usados na limpeza e manutenção do câmpus da universidade. O MPF quer a condenação dos réus ao ressarcimento integral dos danos, perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio, perda da função pública de quem é servidor público, suspensão dos direitos políticos de cinco a oito anos, pagamento de multa civil de até duas vezes o valor do dano e proibição de contratar com o poder público.
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Entenda o caso
Desvios de finalidade
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O Ministério Público do Distrito Federal (MPDF) começou a investigar os gastos da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Finatec) em agosto de 2007. Nas prestações de contas da entidade ligada à Universidade de Brasília (UnB) havia recibos de postos de combustíveis, restaurantes e de despesas em bares até em finais de semana. Cerca de R$ 450 mil foram usados na decoração do imóvel funcional ocupado pelo então reitor da UnB, de Timothy Mulholland.
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Em janeiro, a Promotoria de Fundações e de Entidades de Interesse Social entrou com ação na Justiça denunciando desvios dos objetivos da fundação, criada para promover o desenvolvimento científico, e pediu o afastamento dos cinco diretores.
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Em 15 de fevereiro, a desembargadora Nídia Corrêa Lima afastou os diretores da Finatec até sentença judicial definitiva. Ela aprovou o nome de Luiz Augusto Souza Fróes, indicado pelo MPDFT para ser interventor da instituição. No dia 20, Fróes foi destituído e Washington Maia Fernandes nomeado em seu lugar.
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As denúncias de má gestão dos recursos públicos atingiram também a Fundação de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico na Área de Saúde (Funsaúde). Há duas semanas, o MPDF iniciou auditoria na Funsaúde para apurar gastos que podem ultrapassar R$ 65 mil em festas, canetas Mont Blanc, televisores de LCD e passagens aéreas para a mulher de Timothy Mulholland, Lécia Mulholland, e para familiares do diretor-executivo da Editora UnB, Alexandre Lima, responsável pelo convênio.
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A Editora UnB usou dinheiro que deveria ser destinado à melhoria do atendimento à saúde dos povos indígenas para financiar a viagem ao Japão, Taiwan e Coréia do Sul, de pelo menos seis pessoas sem vínculos com a UnB. Entre elas, o casal dono da Faculdade Michelângelo, instituição de ensino particular do DF. O grupo fazia parte da comitiva do vice-reitor da UnB, Edgar Mamiya, durante visita aos três países, em outubro do ano passado. Cada um dos 11 acompanhantes ganhou R$ 10,5 mil por 15 diárias.
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Timothy e o decano de Administração, Érico Paulo Weidle, foram denunciados à Justiça Federal por improbidade administrativa. O reitor renunciou ao cargo no domingo, 13, um dia após o vice-reitor, Edgar Mamiya, tomar a mesma decisão.