Oi pessoal
Tendo em vista o material postado ontem sobre a liberdade de imprensa (
relembrar aqui), o nosso novo colunista
The Good Fighter (Guerreiro do Bem) resolveu mandar sua reflexão sobre o tema. Não se esqueceu de incluir a UnB no seu texto !
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========================Coluna do Leitorescolunista: The Good Fighter========================.Liberdade de Imprensa.Ser livre não é para qualquer um. Liberdade é algo assustador. O medo da liberdade é uma motivação poderosíssima. e o fascínio da liberdade, embriagador. A busca da liberdade e a sua repressão, assim como a busca do amor perfeito e as dores da paixão, constituem temáticas eternas da literatura universal. Quem tem filhos, tem muita prática no assunto. Quem não os tem, já foi vítima mais de uma vez, se teve pais "normais".
.Estas reflexões são inspiradas na obra de Erich Fromm, dos anos 1940 e 1950, hoje em dia atualíssima em face dos Evos e Chavez, e por que não, Lulas e Bushes da vida.
.Face à liberdade, é difícil manter uma perspectiva objetiva. É mais ou menos assim: a minha liberdade é absoluta, incontestável. A sua liberdade é, na melhor das hipóteses, tolerável se consistente com a minha. Na pior das hipóteses, é subversiva. No meio do caminho, deve ser vigiada, controlada e corrigida por algum tipo de Big Brother. Não o da Globo, mas o de George Orwell, outro grande dos anos dourados pós-1945. É nessa trilha que o Gilberto Gil tentou andar, o Lula está andando, e muitos outros ainda vão andar.
.Vale lembrar que 1945 marcou não apenas a derrocada do nazi-fascismo, mas também o início da gestação dos totalitarismos pós-modernos: Perón, Salazar, Francisco Franco, Mao, Kim Il Sung, e tantos outros, avós dos pelancos de ditadores, medíocres e miudinhos, de hoje em dia.
.Autoritarismo, é sempre bom lembrar de reler "
The Authoritarian Personality" (Theodore Adorno, também anos 1950), é uma espécie de doença da autoridade, uma degenerescência da mesma por falta dos nutrientes vitais que somente a liberdade de trocar idéias com todos, sobre todo e qualquer assunto, pode fornecer: observação empírica, verificação, contextualização, crítica, comprovação pela replicação, e por aí vai, o tal do método científico de que tanto falamos e o qual pouco praticamos.
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A liberdade, então, fortalece a autoridade, faz com que esta se enraíze na consciência coletiva, tornando-a sustentável e imunizando-a contra a loucura do poder desenfreado. A frescura com a higiene de Hitler, a promiscuidade sexual de John Kennedy, os charutos eróticos de Bill Clinton, a banheira de ouro maciço de Ceausescu (Romênia), os dentes podres por falta de higiene bucal e a sífilis não tratada do garanhão militante Mao, as lixeiras eletrônicas e o saca-rolhas do você-sabe-quem, etc., etc., são reflexos da falta de oxigenação da autoridade.
No caso da UnB, da falta de colegiados atuantes, de alunos militantes, de funcionários sem medo dos seus chefes, de professores de fato.
.Todas as coisas vivas lentamente perecem por força da lei da entropia. Se o Lula prevalecer sobre o Congresso Nacional e nós perdermos o tiquinho de homeostase política da cidadania que, sofridamente, conseguimos ganhar desde 1984, a liberdade abrirá suas asas e voará pra longe nós, ó Pátria Amada!
.Se a UnB demorar a consertar a casa, implantar um novo e democrático arcabouço institucional para sustentar a transformação sinalizada pelas urnas, babau, foi-se, a utopia de Anísio, Darcy e Paulo Freire já era.