sexta-feira, 3 de abril de 2009

O "caso UFMG": A tréplica do HULK ao Pimenta

Oi pessoal,
Ontem publicamos a réplica do Prof. Adriano Pimenta (UFMG) ao HULK. Hoje cedo, o homem verde me enviou sua tréplica.
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Primeiramente, vamos relembrar a discussão:
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UFMG tenta calar o jornal Estado de Minas - 29 de março
UFMG versus liberdade de expressão: DAY 2 - 30 de março
O "caso UFMG" - Um texto de Adriano Pimenta - 31 de março
O "caso UFMG" - HULK responde ao Pimenta - 01 de abril
O "caso UFMG" - Reply do Prof Pimenta ao HULK - 02 de abril
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DIREITO DE RESPOSTA DO HULK
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Adriano: Caros Marcelo e demais leitores, confesso que tenho dificuldades em conversar com figurinhas de heróis em quadrinhos e não com um interlocutor de verdade, mas vamos lá...
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Hulk: Se me escondo é porque não tenho meio bilhão de faturamento para me defender na justiça de gente que usa poder e dinheiro público para processar jornalista e conseguir uma sentença de 6 páginas contra um jornal que só reproduziu o que o TCU disse.
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Adriano: (...) Será que os leitores sabem que as IFES têm como um de seus principais pilares a extensão? E o Sr. Hulk, sabe? Porque não são citados inúmeros exemplos de cursos e serviços prestados à comunidade? E o professor pode sim ganhar por isso, pois ele tem a competência e o conhecimento para ser aplicado. Isso SEMPRE foi possível nas IFES. (...)
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Hulk: Quem diz que faculdade pública só pode oferecer cursos gratuitos é a Constituição. Professor com dedicação exclusiva não pode usufruir dessa boquinha. E quem está denunciando as boquinhas é o sindicato dos professores, o ANDES. No site deles se encontra um dossiê sobre as trapalhadas das Fundações de Apoio. A UFMG é a estrela do primeiro capítulo (...)
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Leia a tréplica na íntegra clicando aqui.
(serás direcionado ao site 4shared, onde está o arquivo para ser baixado).

5 comentários:

Keep going Jonas disse...

Rapaaaaaz!! Mexeu com sindicato mexeu com casa de maribondo!

Luciano Noleto disse...

Olha... acho que o Hulk está fazendo comentários muito contundentes baseados apenas na notícia do jornal. Não estamos em Belo Horizonte e tampouco estamos na UFMG. A gente não conhece a história toda (e nem tem como, ela está ocorrendo a uma boa distância de nós). Talvez por isso seja necessário cautela ao analisar essa história, porque o primeiro questionamento do Hulk (Sobre o Estado de Minas ter distorcido fatos) foi respondido e com fontes apresentadas pelo Prof. Adriano. Esta resposta demonstrou, a meu ver, que o Hulk fez um comentário mais motivado por sua indignação pessoal com o assunto do que com os fatos. Acho que este tipo de comentário leva a grandes injustiças. Com esta prova adicional do Ministério público desmentindo o jornal, isto me leva a crer que o jornalista responsável pode estar agindo de má-fé. Mas isto não significa que não haja irregularidades na universidade, e ressalto que 6 páginas de direito de resposta me soam um exagero.

Anônimo disse...

Luciano, você tem razão quando diz que não se conhece a história. Se leu com atenção o que escrevi, deve ter reparado que só fiz uma acusação às Fundações de Apoio: esconder o que fazem com verbas públicas. O resto, as fontes são Sindicato, TCU e jornal.

Se eu fosse aluno de contabilidade da UFMG, exigiria que essas fundações cumprissem o princípio da publicidade (art. 37 da constituição) e abrissem as contas para por fim às dúvidas.

Se a UFMG é obrigada a expor o que faz com o dinheiro que recebe do MEC, por que as fundações não fazem o mesmo quando lhes é repassado o mesmo dinheiro do MEC ou de Estados e Prefeituras?

As receitas da FUNDEP representam metade da grana que a UFMG recebe do MEC. E ninguém sabe como gasta.

Só a Promotoria de Fundações tem acesso a tudo. Geralmente, são 2 promotores. O TCU apontou que é frágil a fiscalização exercida pelas curadorias de fundações dos ministérios públicos estaduais.

Nas 4 vezes em que a caixa preta foi aberta, descobriram que havia trapalhada. No RS, houve uma CPI. Em Recife, processo por improbidade. Em Brasília, bloqueio de bens. Em SP, o reitor foi demitido.

Gostaria muito de acreditar que em Minas as coisas funcionam bem, como diz o Pimenta. Porém, não é isso que se tem visto país afora.

Em Minas, ao invés de prestar informação e esclarecer as coisas, eles optaram por perseguir jornalista. Mau sinal.

HULK

Ciência Brasil disse...

O arquivo que deveria estar no 4shared:

http://www.4shared.com/file/96717734/b9d80c8a/Trplica_do_HULK_-_wordpad.html

(deu um "TILT" repentino do site...)

Anônimo disse...

Esse Adriano Pimenta, na verdade, não está a defender interesses da universidade ou do ensino público, mas seus próprios, porque insiste nessa tese de que professor deve manter privilégios e favores não previstos em lei, os quais ferem princípios que as instituições públicas devem observar.

Todo esse discurso que pregou é vazio de conteúdo e não tem qualquer amparo legal. Gostaria que ele demonstrasse onde está a permissão para que professor com dedicação exclusiva fique dando aulas em cursos pagos em vez de ir pra sala de aula ou orientar a pesquisa.

Tudo isso faz parte do discurso hipócrita que os arautos da privatização da universidade saíram divulgando para os desinformados. A Constituição Federal nunca permitiu esses cursos pagos, e só existem por aí porque o MEC está cheio de conselheiros como o Prof. Pimenta, que valoriza mais os ganhos do que a melhoria do ensino.

Beira o abusurdo constatar que um professor universitário utilize um blog como este para defender interesses pessoais comezinhos. É um abuso à inteligência alheia!