sexta-feira, 22 de maio de 2009

Não ao racismo e as leis raciais!

Oi pessoal
Recebi o texto abaixo de José Carlos Miranda, coordenador nacional do
MNS. Apesar deles serem pró-socialismo (todos sabem o que penso disso!), estamos na mesma luta contra as leis raciais (e as cotas!) que podem causar um racha real em nossa sociedade.
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Dia 16 de maio de 2009 entrou para história do movimento operario e democrático na luta contra o racismo e o racialismo. Convocados pelo Movimento Negro Socialista, mais de 100 militantes anti racistas negros, sindicalistas, lideranças do movimento popular e parlamentares, realizaram protesto histórico no mesmo local onde palco da luta contra o racismo no final da década de 70, nas escadarias do Teatro Municipal de São Paulo.
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Apesar da manhã fria o Ato contra as leis raciais contou com a presença de delegações de 5 estados (SP, RJ, PE, SC, MT) e várias cidades do interior de São Paulo.
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Justamente na semana da abolição da escravidão as lideranças presentes reafirmaram a luta contra as leis raciais (Projeto de Lei das cotas raciais PL 73/99 e PL 6264/05 estatuto da igualdade racial). Os dois projetos estão em tramitação um no Senado (cotas raciais) e outro na Câmara (estatuto da igualdade racial).
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Só houve a abertura da discussão para amplos setores da sociedade após intervenção do MNS, intelectuais e lideranças de vários segmentos da sociedade civil que se opõe as politicas racialistas.
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Relembrando a luta histórica contra o racismo e do movimento negro, militantes históricos, como o advogado José Roberto Militão militante, relembraram a importância histórica do Ato.
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“Foi neste local em 1978 cercado de policiais que centenas de militantes negros despertaram em mim e em toda uma geração a compreensão da luta anti racista... Quero também relembrar a posição e a coerência da luta de Malcon X, nos EUA levou ao desenvolvimento de sua posição inclusive chegando á conclusão que é fruto das imensas desigualdades causadas pelo racismo essa posição custou sua vida pelos “racialistas” negros dos EUA.” (...)
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Encerrando o ato, José Carlos Miranda fez um balanço positivo dos combates realizados desde a constituição do MNS.
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“Em dezembro de 2005 o estatuto da igualdade racial foi aprovado por unânimidade no senado, no dia 29 de junho de 2006, junto sindicalistas, parlamentares, intelectuais, artistas, entregamos a Carta Aberta ao Congresso Nacional. Nossa carta escancarou a discussão para a sociedade.
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Arrancamos várias audiências na Câmara dos Deputados e no Senado, debates em todo país, ações na justiça com sentenças baseadas em argumentação de artigos do livro ‘Divisões Perigosas'. Livro que reuniu intelectuais, artistas e dirigentes sindicais de variadas posições politicas.
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Reunimos novamente mais amplamente ainda na carta ‘113 antiracistas contra as leis raciais’ que foi entregue ao Supremo Tribunal Federal . Nos orgulhamos desta frente que colocou na agenda nacional esta discussão, estamos apoiados pr pesquisas que comprovam que a maioria do povo brasileiro rejeita a divisão das politicas racialistas, as cotas raciais.”
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Para ler o texto na íntegra clique aqui.
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3 comentários:

Ciência Brasil disse...

Texto enviado por José C.Miranda:

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Vitorioso e histórico Ato do MNS contra o racismo e as leis raciais!

O dia 16/05/2009 entrou para história do movimento operario e democrático na luta contra o racismo e o racialismo. Convocados pelo Movimento Negro Socialista, mais de 100 militantes anti racistas negros, sindicalistas, lideranças do movimento popular e parlamentares, realizaram protesto histórico no mesmo local onde palco da luta contra o racismo no final da década de 70, nas escadarias do Teatro Municipal de São Paulo.

Apesar da manhã fria o Ato contra as leis raciais contou com a presença de delegações de 5 estados (SP, RJ, PE, SC, MT) e várias cidades do interior de São Paulo.

Justamente na semana da abolição da escravidão as lideranças presentes reafirmaram a luta contra as leis raciais (Projeto de Lei das cotas raciais PL 73/99 e PL 6264/05 estatuto da igualdade racial). Os dois projetos estão em tramitação um no Senado (cotas raciais) e outro na Câmara (estatuto da igualdade racial) e só houve a abertura da discussão para amplos setores da sociedade após intervenção do MNS, intelectuais e lideranças de vários segmentos da sociedade civil que se opõe as politicas racialistas.

Relembrando a luta histórica contra o racismo e do movimento negro, militantes históricos, como o advogado José R. Militão militante, relembraram a importância histórica do Ato “ foi neste local em 1978 cercado de policiais que centenas de militantes negros despertaram em mim e em toda uma geração a compreensão da luta anti racista... Quero também relembrar a posição e a coerência da luta de Malcon X, nos EUA levou ao desenvolvimento de sua posição inclusive chegando á conclusão que é fruto das imensas desigualdades causadas pelo racismo essa posição custou sua vida pelos “racialistas” negros dos EUA.”

Também Almir da Silva Lima de Macaé RJ militante desde 1974 do movimento negro e fundador do MNU (Movimento Negro Unificado) denunciou os militantes que abandonaram a luta pela igualdade em troca de cargos em governos e ligações com fundações bilionárias ligadas ao grande capital internacional fundando milhares de ONG’s. “Eles abandonaram a luta pela igualdade e pelo socialismo”, alertou Almir.

Roque Ferreira vereador pelo PT em Bauru e coordenador do MNS, denunciou o estatuto da igualdade racial que pode aprofundar o racismo que existe: “a terceirização levou a demissão de milhares de ferroviários que em sua maioria são negros e agora muitas dessas ONG’s que defendem as cotas raciais são patrocinadas por empresas que fizeram essas demissões. Não é possível uma política de inclusão em um sistema que todos os dias exclue, demite e joga a crise nas costas dos trabalhadores principalmente os de pele escura”.

O ânimo dos participantes era de muita combatividade, as pessoas que passavam ouviam e aplaudiam os oradores entusiasticamente. Serge Goulart, dirigente da Esquerda Marxista do PT, declarou “estar orgulhoso do apoio da Esquerda Marxista a este ato e da luta do MNS contra as leis raciais. Não existem ‘raças humanas’, a única divisão na sociedade é aquela que separa os que tudo tem e aqueles que só tem as correntes da exploração. Nós lutamos por uma sociedade onde todos tenham igualdasde de fato, nós lutamos pelo socialismo.”

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Continua abaixo

Ciência Brasil disse...

Continuação
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Encerrando o ato o Coordenador Nacional do MNS, José Carlos Miranda fez um balanço positivo dos combates realizados desde a constituição do MNS.

“ Em dezembro de 2005 o estatuto da igualdade racial foi aprovado por unânimidade no senado, no dia 29 de junho de 2006, junto sindicalistas, parlamentares, intelectuais, artistas, entregamos a Carta Aberta ao Congresso Nacional. Nossa carta escancarou a discussão para a sociedade. Arrancamos várias audiências na Câmara dos Deputados e no Senado, debates em todo país, ações na justiça com sentenças baseadas em argumentação de artigos do livro ‘Divisões Perigosas”. Livro que reuniu intelectuais, artistas e dirigentes sindicais de variadas posições politicas. Reunimos novamente mais amplamente ainda na carta ‘113 antiracistas contra as leis raciais’ que foi entregue ao Supremo Tribunal Federal . Nos orgulhamos desta frente que colocou na agenda nacional esta discussão, estamos apoiados pr pesquisas que comprovam que a maioria do povo brasileiro rejeita a divisão das politicas racialistas, as cotas raciais.”

Miranda continuou:
“Companheiros , amigos e apoiadores realizamos 3 reuniões nacionais sem financiamento de nenhum governo ou ONG’s nossas atividades são financiadas por nossos apoiadores, por sindicatos, associações, ou seja, temos total independência para continuar a luta por nossa plataforma e bandeiras de luta. Logo mais á tarde, realizaremos nossa 4ª Reunião Nacional com certeza continuaremos firmes e confiantes no combate contra essa odiosa ideologia do racismo criada por teorias científicas que hoje estão completamente ultrapassadas. Os homens e mulheres aqui presentes carregam o legado de todos aqueles que lutam por igualdade e por uma sociedade sem explorados e exploradores. Os racistas que criaram a existência de ‘raças humanas’ para fundamentar a existência do racismo serão derrotados. A nossa luta é por vagas para todos, por serviços públicos gratuitos e de qualidade, por trabalho igual salário igual, por emprego e salário digno, pelo fim da truculência policial nas periferias principalmente contra a juventude. Nós lutamos pelo fim de toda opressão e exploração. Nós continuamos convictos que ‘racismo e capitalismo são faces da mesma moeda’.” Finalizou Miranda.

Pouco antes do meio dia os participantes saíram em paseata pelo “calçadão” do centro de São Paulo até o local onde seria realizada a 4ª Reunião Nacional. Participaram da reunião 50 delegados de 5 estados. Foi realizado um balanço das atividades do MNS no último ano e as próximas atividades da luta contra as leis racialistas em especial a campanha nacional por uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que proíba a criação de leis baseadas em direitos diferenciados com base em “raças”, cor de pele, religião.
Também foi delegada a Coordenação Nacional eleita a tarefa de elaboração de novas cartilhas do MNS, de um documentário em DVD para continuar o debate e a discussão em todos lugares explicando as bandeiras e posicionamentos do MNS e apoiando a luta do povo trabalhador. No encerramento da reunião, as delegações presentes voltaram com energia redobrada para prosseguir na luta.

Somos todos irmãos trabalhadores, abaixo o racismo e as leis raciais!

Jorge Antunes disse...

Olá, colegas e amig@s indignad@s.

No próximo dia 1º de junho estaremos comemorando o 25º aniversário da Sinfonia das Buzinas, apresentada no Comício de Brasília, pelas Diretas.

Foi no dia 1º de junho de 1984 que realizou-se o Comício de Brasília, onde foi lançada a campanha por uma Assembléia Constituinte, que veio a ser instalada 4 anos depois.

Em 1º de junho próximo, vamos buzinar pedindo a renúncia do Sr. Gilmar Mendes no STF.
Será uma manifestação sincrônica em todo o país.
Em breve divulgaremos o código para o sincronismo do buzinaço com duração de 25 segundos.

Ouça e aprenda o novo Hit "AU, AU, AU, NO TRIBUNAL"

Ouça em: http://www.americasnet.com.br/antunes/au-au-au-no-tribunal

Aprenda a música e ingresse no Coro do Povo, o Coro dos Indignados.

Au, au, au: eu ouvi no Tribunal.
Au, au, au: eu ouvi gilmar de lamas.
Latia sem vergonha e sem moral,
protegendo um banqueiro e suas tramas.

Sai, cachorro! larga o osso,
vai mandar em seus capanga em Mato Grosso'