domingo, 12 de junho de 2011

UnB quer agora doutrinar vestibulandos com suas imbecilidades de ultra-esquerda

Vejam a mensagem que acabo de receber de um leitor
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Caro Marcelo,

Enquanto todo mundo se preocupava com a festa dos alunos a comissão de vestibular aprontou, veja:


Usar o vestibular da UnB para tratar de uma polêmica que envolve o governo é um abuso. Apresentar a abordagem oficial (preconceito linguístico) como tema é criminoso.

Aliás, se for para sofrer doutrinação da esquerda é melhor que os alunos fiquem viajando nas festas do que nas salas de aula.

4 comentários:

Anônimo disse...

"Preconceito linguístico" é um conceito operatório em certos domínios da linguística. Não é uma invenção de esquerda. Não é nem mesmo uma invenção brasileira. Linguistas de Harvard, Berkeley, Paris III, Lausanne, Buenos Aires ou de qualquer outra universidade do planeta fazem uso desse conceito. Para muitos, inclusive, "esquerda" é um verdadeiro palavrão!
A grande questão é que todo mundo se julga especialista em linguagem!

Anônimo disse...

"A grande questão é que todo mundo se julga especialista em linguagem!" Essa frase não é preconceituosa? Ou śo vale se não souber falar? O que "esquerda" quer dizer no contexto de um conceito operatório? Achei seu comentário extremamente preconceituoso e sem sentido lógico. Você se considera, por isso (dizer patetices), de esquerda?
Carlos Alberto

Anônimo disse...

Se considerarmos "preconceito" como uma ideia, opinião ou sentimento desfavorável formado sem conhecimento abalizado, talvez a frase seja preconceituosa por afirmar um comportamento que seja de "todo mundo". Com um pouco de boa vontade, no entanto, podemos considerar esse "todo mundo" como um recurso estilístico de ênfase...

O "sentido lógico" da argumentação deve ser procurado não apenas no comentário, mas na relação do comentário com o texto sobre o qual se comenta. Essa é a maneira como a significação se opera no gênero textual chamado "comentário". Pois bem, o blog traz uma mensagem de um leitor que considera a proposta da redação da UnB ("preconceito linguístico")um ato criminoso, um abuso, por fazer doutrinação de esquerda. O que disse, e mantenho, é que "preconceito linguístico" não tem absolutamente nada a ver com posições políticas. Trata-se de um conceito da linguística relacionado aos julgamentos que os falantes têm da maneira como sua língua é falada. Mais uma vez: esse conceito nnão está ligado a uma bandeira política. Não constitui, portanto, polêmica (nem ato de esquerdistas)colocar "preconceito linguístico" como tema de redação.

Anônimo disse...

Umas das formas mais baixas de se argumentar. Primeiro afirma o que ninguém disse, depois mostra que afirmação é errada. No final você acusa o outro de defender o que você defende. Foi o que fez o anônimo das 13:28.

"Preconceito linguístico" é um conceito operatório em certos domínios da linguística. Não é uma invenção de esquerda. Não é nem mesmo uma invenção brasileira."


Ninguém disse que preconceito liguístico é uma invenção da esquerda ou uma inveção brasileira. O MEC desposou esta tese ao validar o livro que criou a polêmica, não inventou o conceito.

"A grande questão é que todo mundo se julga especialista em linguagem!"

Se todo mundo fosse especialista em linguagem não haveria nenhum problema no livro ou no vestibular. O cerne da argumentação contrária ao livro é que preconceito linguístico é um tema acadêmico, de especialistas em linguagem,e que não deve ser tratado em livros didáticos. A crítica ao vestibular é que apresenta um tema objeto de polêmica recente e que não está ao alcance de todos, dado que o aluno está sendo avaliado o tema constrange o aluno a buscar argumentos favoráveis a tese de quem ele pode identificar como o avaliador, ou seja, do controlador da UnB, ou seja, do MEC. Se todos fossem especialistas em linguística nem o livro nem o vestibular seriam um problema.