
1) Greve dos funcionários, por 2 meses (e continuam de greve). Ano passado esse pessoal ficou 6 meses e 1 semana sem trabalhar e ganhando salário. Em breve serão 9 meses de paralisação em um espaço de 2 anos. Uma loucura !
2) Chuvas fortes em abril desse ano detonaram a UnB, em especial as reformas feitas pela prefeitura no ICC norte. A UnB ganhou 10 milhões de reais de verbas emergenciais, e mais de 3 meses depois, o que foi feito desse dinheiro ?
3) Consumo de drogas em festas com nomes inacreditáveis (festa da Xoxota Louca) e farras etílicas (lembrados da "calourada" da agronomia, onde alunas tinham que chupar salsicha? ) . Além do uso do espaço público da UnB para a venda de bebidas para ganho particular. Isso se chama privatização ilegal de espaço público ! Na foto acima vemos o efeito do "pós-festa" na universidade, um nojo!
Nosso querido reitor só decidiu proibir as festas quando saiu na Veja Online videos demonstrando consumo de drogas nas festas.
4) UnB compra as câmeras de segurança mais caras do mundo. Foram gastos R$ 1,35 milhões de reais em meados desse ano na compra de 30 câmeras de vigilância. Ora, se destinamos R$ 500 mil para cabeamento e sala de imagens (isso é uma hipótese bem "boazinha"), temos R$ 850 mil para as câmeras. 850 dividido por 30 dá aproximadamente R$ 28 mil reais por câmera (quase um carro popular!).
5) Em julho a revista Veja mostrou a perseguição que ocorre na UnB contra professores que não aceitam o viés esquerdista da reitoria. Por exemplo, um colega teve sua disciplina cancelada (ele ficou tão puto que desistiu de dar aulas na UnB - e fazia isso vontariamente - e foi trabalhar em Coimbra). A reportagem "Madraçal no Planalto" fez tremer a UnB e, por isso, a CCJ do Senado convidou o reitor para se explicar em uma audiência pública, que vai acontecer mês que vem).
A reitoria tentou se defender das acusações da Veja e para isso chegou até fraudar (por meio da Secom) uma declaraçao de Gimar Mendes sobre o reitor. Inacreditável, mas verdade.
Ainda em julho a Veja Online demonstrou como se dá a perseguição na UnB: por meio de uma Comissão de Ética, que não passa de um tribunal ilegal de exceção dentro da universidade, bem aos moldes de Stalin e Fidel. Essa Comissão foi criada por um ato do reitor Aguiar (em 2008), e colocada para funcionar pelo Zé do MST (atual reitor). Não poderia, tinha que ser criada pelo Consuni, e mesmo assim DEPOIS de ser aprovado um código de ética da universidade.
6) A Veja Online mostrou também em julho que rola um propinoduto na universidade, com suposto envolvimento de pessoas da administração central. Está sob investigação do MPF-DF. O valor da propina seria de R$ 100 mil. Por cauda disso o Senado já pediu que as contas da prefeitura sejam auditadas pelo TCU. Tenho certeza que os auditores do TCU irão achar coisa...
7) Obras de prédios de ensino e pesquisa que nunca terminam. Empreiteiras que vão a falência. É o que aconteceu com o prédio da FACE. Há várias obras paradas no campus da UnB na asa norte. Isso sem falar no lenga-lenga da construção dos prédios da Ceilândia e Gama. No caso da Ceilândia, a empreiteira é uma conhecida "amiga" do TCU, tendo sido multada em R$ 2 milhões pela AGU. Por outro lado, a obra sem qualquer importância, o Beijódromo, foi levantada em apenas 3 meses. Vejam as prioridades dessa reitoria.
8) Depois de dois anos de "rolo" com o TCU a cerca da forma de pagamento dos "precarizados" do Cespe, a UnB resolve dar de presente este centro para o MEC fazer seus concursos, inclusive o ENEM. Além disso, apesar da pressão do TCU, ainda está sem solução o que fazer com as centenas de pessoas "precarizadas", que trabalham para a FUB, HUB e CDT.
9) Se não bastasse tudo isso, temos que tolerar diariamente o Portal da UnB (produzido pela Secom, orgão 100% aparelhado) que raramente trás noticias de pesquisas desenvolvidas na UnB. Ao invés de falar de coisas acadêmicas, o Portal da UnB é um veículo de propaganda da reitoria e de ideologias esquerdistas, "gayzistas" e eco-loucas. É um caso clássico de desvio de função, que deveria ser investigado pelo TCU e MPF-DF.
10) Por fim, vem ai a tal "estatuinte paritária" (coisa ilegal, nas palavras de Gilmar Mendes) que quer mudar todas as regras e normas da UnB, e criar paridade em todos os conselhos da universidade, inclusive nos departamentos, institutos e faculdades. É a lei jogada no lixo.
Como diz uma amigo meu, que quer ficar anônimo, "a UnB não consegue se livrar do lixo". Depois das lixeiras do Timothy, temos que aturar o Direito Achado no Lixo, a ideologia do reitor Zé do MST.
Qual a consequência disso tudo? O baixo desempenho acadêmico da UnB, que a cada ano tem menor visibilidade internacional, de acordo com as citações de nossos trabalhos. Em 2004, um paper científico da UnB recebia 3,5 vezes menos citações que um de Stanford. Essa diferença aumentou em 2010 para 4,5 vezes (vejam aqui os números). É o efeito-Zé-do-MST sobre a universidade! Vamos reeleger esse cara?
Tenho esperança que ano que vem vamos fazer uma faxina nessa universidade, jurídica e política. Quem viver, verá !


16 comentários:
Se das dez situações apresentadas pelo prof. Marcelo Lima apenas duas fossem verdadeiras já seria algo triste. Infelizmente parece que o número de ocorrências reais entre as citadas é maior que esse...
Estimado professor, sugiro que o senhor mantenha esse post em destaque. O seu trabalho foi brilhante e merece ser visto por todos os que amam a UNB. Para mim, entre todas essas coisas horrorosas que foram relembradas, o pior continua sendo a farra dos precarizados. A universidade dribla a lei, prejudica o serviço e a vida de centenas de concursados que sonham trabalhar nela.
Professor Marcelo Hermes,
Apesar do título (Ciência Brasil) e do cabeçalho futurístico, o que menos vejo aqui no seu Blog é informação sobre ciência. Fico me perguntado porque o senhor ataca tanto o reitor: pretende disputar as próximas eleições ou está interessado em chefiar a SECOM/UnB? Em todo caso, aviso que a sua plataforma direitista-homofóbica-racista está em declínio no Brasil há mais de uma década.
Haja saco.
Os ratos já deixaram o navio.
Faltam uns semestres para eu ir também. Mal posso esperar.
Parece que as 10 são verdadeiras...
Vergonhosa a nossa UnB.
Quando isto irá terminar??
Só terminará com a saída do Zé do MST.
A pior administração universitária de todos os tempos.
Um idiota disse:
"aviso que a sua plataforma direitista-homofóbica-racista está em declínio no Brasil há mais de uma década"
racista e homofóbico é o caralho ! Vai se fuder meu camarada!
Não liga para comentários como os do último anônimo. Além de soberbos, vão começar a apelar por verem que as coisas começam a ruir.
Quanto aos 10 ATOS, vamos todos unir forças e continuar a denunciar os desmandos e a corrupção praticada por esse "POLVO".
Vamos insistir na abertura das planilhas do consórcio CESPE-CESGRANRIO, principalmente desta última, que, pela maior flexibilidade, PODE ser o braço....
Marcelo, você está de parabéns, consegui reduzir a apenas 10 verdades. Para quem acha que duas já seriam o bastante, digo, afirmo, existem evidências e provas.
SÃO DUAS DÚZIAS DE ESCANDALOS.
Parabéns professor pelo seu trabalho em defesa de melhorias para os alunos que estudam nesse campus.O trabalho eé difícil,mas não impossível pela tua capacidade.
Ué, não era que a Reitoria tinha proibido a venda de ingressos a festas na entrada do Minhocão? Isso diz na matéria da Secom do dia 7 de julho: "Também será vetada a venda de ingressos para eventos em estandes nas entradas do Minhocão. 'Essa prática já é proibida, mas não vem sendo cumprida', explicou Raupp." (matéria: Reitoria limita festas nos campi).
Parece que esqueceram de avisar aos alunos, pois hoje tem um grupo deles instalado na entrada Norte do ICC vendendo ingressos para o Eletroxurras. Ao meio-dia a fila era imensa.
Que falta de autoridade! Não adianta a Reitoria criar normas, os alunos continuam fazendo o que eles querem
Professor Marcelo Hermes,
Lamento ter despertado sua ira, julgava que o senhor tinha orgulho de suas convicções políticas. Desculpe, talvez eu tenha entendido mal os textos e as propagandas que vejo aqui no seu blog. Para manter o nível, peço que o senhor evite palavrões.
Marcelo,lamento que vc negue ao trabalhador o direito de greve que é assegurado pelo Artigo 9° da Constituição Federal.
Mariza Monteiro Borges
Marisa Monteiro Borges, o problema das greves na UnB é justamente o descumprimento da lei! A greve é assegurada aos trabalhadores sim, mas eles mesmos devem manter o básico necessário dos serviços funcionando. Não trabalhar nada e receber salário é chamado de férias!
A UnB não consegue se livrar do lixo porque ele não se deve só a quem está no comando da reitoria, se deve a todos os professores sem caráter que ganham salário, não fazem pesquisas decentes e sequer se empenham em ministrar algo que poderíamos chamar de aula se melhorasse muito. Tá no lixo porque esses mesmos professores transferem sua conduta pros alunos de iniciação científica, mestrado e doutorado. De repente, o que se tem são grupos brigando por ego e pouco pensando no bem comum. A UnB se tornou um grande lixo porque qualidade de ensino é a última coisa pensada lá dentro e está jogada às traças não por causa de partido A ou B, mas porque as pessoas querem apontar culpados e não soluções.
Esses casos cabeludos da UnB parecem uma obra do gênero ficção/comédia!
"gayzistas"? o senhor é que deveria sofrer um processo, por ser tao ridículo, desrespeitoso. É uma pena que uma universidade como a UnB tenha em seu quadro um professor universitario sem nenhum senso de nada. E ainda cita artigo de Veja, pelo amor de deus, né meu senhor.
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